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quinta-feira, 7 de abril de 2016

TURISMO DE CEMITÉRIO OU TURISMO CEMITERIAL


Sempre que eu digo que o cemitério é, em alguns lugares, um atrativo turismo muito visitado, as pessoas tendem a achar engraçado meu argumento ou duvidam das minhas palavras. Por isso decidi escrever um texto para falar do turismo de cemitério, pois é uma modalidade curiosa e que merece ser discutida.

As maiorias das pessoas acha estranho visitar um cemitério. Realmente, o que há de interessante num lugar de luto. As pessoas ali estão mortas e não podem receber seus visitantes. Não tem como interagir e nem como trocar experiência de vida. Além do mais porque este tipo de visita? Quando há outras coisas numa cidade para visitar. Acredite, há turistas que se gastam seu tempo em andar entre sepulturas e mausoléu e estes acabam se tornando grandes atrativos em vários lugares:

Os passeios em cemitérios geralmente são motivados pela historicidade do local, pela arte contidas nos túmulos, por motivo científico (no caso da existência de múmia e sítios arqueológico), pelo ritual típico, pela ancestralidade ou por abrigar celebridades.

Vejam a seleção dos mais visitados e curiosos:

O cemitério da Consolação (São Paulo)

Foi inaugurado em 1858 com o objetivo de evitar que as pessoas fossem enterradas nas igrejas, permitindo que a cidade fosse menos vulnerável as epidemias. Neste local indivíduos pertencente as classes altas encomendavam sepulturas exuberantes para demonstrar esplendor. Varias personalidades também foram enterradas neste cemitério como Monteiro Lobato, a Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Campos Sales etc.(Figundio)

O Père Lachaise (França)
O cemitério é um dos atrativos mais visitados de Paris. Foi inaugurado em 1804. O nome Lachaise pertence ao padre confessor de Luís XVI. Vários famosos estão enterrados. Dentre os quais Chopin, Balzac, Sarah Bernhardt e Jim Morrison

Cemitério Recoleta (Argentina)
É considerado um dos atrativos turísticos mais popular de Buenos Aires. O lugar foi aberto no ano de 1822 e abriga mausoléus abobadado de famílias aristocrática e outras tumbas exuberantes. 

Já na entrada observa-se um belo pórtico neo-clássico, com colunas gregas e ornamentos que remete ao tema morte. Dentro há trabalhos de alguns artistas, dentre os quais esta Carlos Romairone, Rene Sargent, Alfredo Bigatti, Antonin Mercie. 

Também o cemitério é conhecido pelas personalidades famosos que foram enterrados como o escritor Domingo Faustino Sarmiento, o jornalista José C. Paz, o ex presidente Hipólito Yrigoyen e a famosa primeira dama Eva Peron. 

Muitas historias bizarras rondam o ambiente. A mais curiosa é a de Liliana Crociati. A mulher morreu em 1970, enquanto viajava em Lua de Mel. Ela foi soterrada por uma avalanche, no mesmo dia também faleceu o seu cachorro, que ela deixou em sua residencia. O pai mandou fazer uma mausoléu similar ao quarto da filha e uma escultura onde há a companhia de um cachorro. 



Veja nos link:

Catacumbas Capuchinhas de Palermo (Italia)
Contém aproximadamente 8 mil múmias, algumas em ótimo estado de conservação e encontra-se com seus trajes de gala. Elas foram preservadas devido ao clima e da falta de umidade no ar únicos desta região.

Na tumba encontra-se o corpo de intacto de Rosalia Lombardo de 2 anos, que falececeu de pneumonia  em 1920. O corpo não foi preservado de forma natural, mas através da técnica de embalsamento.
  
O Vale dos Reis (Egito)
Área arqueológica que contem varia tumbas de faraós e nobres do Antigo Egito. As câmaras funerárias foram decoradas com cenas da mitologia egípcia. Além de abrigar o sacófago, guardavam objetos de uso pessoal, mobília e formulas mágicas das múmias. Outro grupo funerário importante  do Egito são as Pirâmides de Gizé

Taj Mahal (India)

Uma das 7 maravilhas do mundo e patrimônio mundial da humanidade. O  Mausoléu construído a pedido do imperador Shah Jahan, em memória de sua esposa preferida Aryumand Banu Begam. Conhecida também por Mumtag Muhal (A jóia do palácio).


segunda-feira, 4 de abril de 2016

TURISMO ECOLITERÁRIO OU TURISMO LITERÁRIO

A literatura é fonte de conhecimento, por isso contribui significantemente para o processo de aprendizagem dos indivíduos de todas os faixas etárias. Ela auxilia a na formação linguística, aperfeiçoa o modo de escreve, aumenta o vocabulário e contribui para o correto pronunciamento das palavras.

Através da leitura o público adquire informações sobre lugares remotos, como o "O Caçador de Pipas" de Khaled Hosseini que conta a história de um lugar repleto de conflitos de guerra. Já em outros estilos literários é possível conhecer a história de um determinado povo ou personagem. Um exemplo atual é "A irmã de Ana Bolena" de Philippa Gregory que relata a vida de duas amantes do rei Henrique VI, ou ainda tradição que foi mantida em segredo com as revelações feitas em "Memória de uma Gueixa" de Arthur Golden

Em algum livros é possível encontrar história, os costumes e as paisagem que em muitas vezes é descrita minuciosamente pelo autor. Contribuindo para o desenvolvimento educacional do indivíduo. Por isso unificar literatura com o turismo é um bom negócio.

Turismo ecoliterário é uma modalidade de turismo, onde há interesse de um público leitor em conhecer os lugares relatados nas obras literárias ou que inspiraram alguns autores a criar espaços fictícios. Assim são elaborados roteiros que abordam o ambiente e os costumes relatados no livro em questão.

Esta forma de atividade turística pode ser desenvolvida tanto na zona rural quanto na urbana. Pode ainda ser uma alternativa a lugares pobres ou desprovido de atrativo de grande impacto no mercado turístico, mas que quando descrito por algum autor, ganha relevância na literatura, tornando atraente para um segmento de pessoas.

O consumidor literário deseja estar nos lugares frequentados pelos seus personagens favoritos, para mentalizar a cena decorrente da história, experimentar as sensações que o protagonista teve ao passar por algum fato e ainda presenciar o estilo de vida que muitas vezes são descrito fielmente por um autor. Por isso é interessante, no city tour ter intervalos, onde pude-se recitar trechos da obra.

domingo, 3 de abril de 2016

TURISMO DE AVENTURA

Segundo Ramos o turismo de aventura caracteriza-se por passeios a lugares inóspitos e com cenários que possibilita a prática de esportes com alto grau de risco. Preferivelmente o número de praticantes é mínimo, por isso causa menos impactos negativos do que a forma convencional. Nesta modalidade o turista deve estar atrelado, de tal forma ao ambiente natural, que a necessidade de conforto é nula. Tais atividades trazem ao praticante a sensação de aventura, provocando o aumento da adrenalina e do medo.

Está afirmativa é correta se consideramos o turismo de aventura uma prática meramente voltada ao ambiente natural e como parte do ecoturismo. No entanto atividades de risco são também praticados na zona urbana e isso não pode ser ignorado. Como por exemplo, temos os praticantes de parapente e wíngsuit na capital Rio de Janeiro. Estes usam do relevo acidentado para obter experiências recompensadoras de aventura, mas acabam colocam suas vidas em perigo, como as mortes mostradas recentemente nos noticiários.

Contudo, apesar os perigos, Wall Burnett afirma em The Spirit of Adventure in McMenamim Nacional Geographic (2000, p.2) “Aventura é uma necessidade humana. Nós a reconhecemos como um desafio, ousado, que nos torna maiores do que nós mesmos. Aventura é a curiosidade humana de ver o outro lado da montanha, o impulso em nós mesmo que nos faz romper as barreiras como menos recursos e liberta para grandes possibilidades”.  

Aventureiros praticando Rapel na cacheira Chica Dona em Itabirito. 


Vista da cacheira 

Independente do turismo de aventura ser praticada em região inóspita ou no ambiente urbano, esta modalidade requer planejamento. O planejamento é essencial, pois a possibilidade de acidente é alta. Também demandam organizadores que tenham conhecimento profundo sobre os esportes de risco ou ditos esportes radicais. Quanto mais complicado é o esporte, mais é necessária a execução organizada da atividade. As praticas do atividades do turismo de aventura são: bungee jump, arvorismo, tiroleza, rapel, Trial ou escalar paredes artificiais. Mountain biking, trekking, mergulho, observação de cetáceos, rafting canoagem oceânica 


No turismo de aventura há dois tipos de aventureiro. Há aquele que viaja com o objetivo de descanso, mas que em certo ponto da viagem praticam algum tipo de esporte radical e há aqueles cujo objetivo do descolamento é a própria pratica. Um dos lugares mais procurados pelos turistas que desejam se aventurar no Parque Nacional da Serra do Cipó.

Entrada do Parque

Instalação do Parque
Relevo montanhoso, precipícios, morros, mata fechada e trilhas com grau de dificuldade. Abundancia de rios cheios de correnteza ou com canyon. Além de queda d' água potencializa a região para o turismo de aventura.








O paredão de pedra em torno da cachoeira véu da noiva, possibilita a prática de rapel, mas quem prefere apenas logas caminhadas pode-se surpreender com os mirantes. 





Seguindo as trilhas da Serra do Cipó, o turista pode depara-se com construções seculares, como venda construída no estilo Pau a pique, residências coloniais, senzalas, moinhos d’água, e ponte e caminhos projetados pelos escravos.

Moinho 
Estrutura do moinho
Construção em torno do moinho. 
Venda onde pode-se observar o estilo construtivo Pau a pique
Museu
Residência do período colonial 

Residências do período colonial 

Residências do período colonial 

Residências do período colonial 

Senzala

Senzala
Ruínas da ponte construída pelos escravos 

Caminho construído pelos escravos

Caminho construído pelos escravos
Às vezes durante alguma atividade de aventura, podemos deparamos com algum patrimônio histórico. Isso proporciona uma experiência enriquecedora.  

Assim o turismo de aventura implica em atividade de lazer que são consumidas por aqueles que almejam encontrar desafios. Não necessariamente devem ser realizados em lugares inóspitos, mas sim em região que possibilita algum tipo de risco. Demanda um profundo planejamento e conhecimento sobre a atividade. 


TURISMO BACKPACKER?

Resumo do texto “Turismo Backpacker/ Mochileiro de Rui José de Oliveira”


Conceito



A palavra Backpacker é a designação mais utilizada internacionalmente para caracterizar os turistas que viajam com a finalidade de conhecer diversos destinos de forma mais espontânea e econômica sem deixar de interagir com os seus acompanhantes e com a comunidade local. Esta palavra no idioma inglês significa “Pessoa que carrega uma mala nas costas”. Em português nomeamos estes indivíduos de Mochileiro que são também considerados exploradores e aventureiros.



Nesta conceituação excluem-se os sacoleiros que são os indivíduos que viajam com o propósito de comprar mercadoria de todos os tipos em outros territórios para revendê-los no local de origem. Portanto não podem ser considerados Mochileiros, pois estes caracterizam-se mais pelo divertimento de modo independente, maleável e econômico e tem a finalidade do conhecer o maior número de locais possíveis.



Este tipo de turista tem como perfil serem jovens estudantes que usufrui de um período maior de férias. Geralmente fazem este tipo de viagem antes ou depois do curso universitário. Procuram poupar, por isso dispensam os pacotes disponíveis nas agencias de viagem para ter maior liberdade de escolha e diminuir os custos. Embora alguns escolham este tipo de viagem por limitação econômica, há aqueles que optam por reduzir as despesas em benefício de atividade que proporcionam mais aproveitamento ou para prolongar a estadia.



Estes grupos deslocam-se sem um plano rígido, tem apenas uma vaga idéia do que vai encontrar pela frente, pois preferem criar os próprios itinerários de visitas e decidir, por si só, o tempo de permanência. Têm a tendência de esquivar dos locais comuns de visitação para descobrir outros não usuais. Por não contar com o auxilio de um intermediário (que são as agencias de viagens) eles mesmos traçam os próprios percursos, decidem os locais à serem visitados e escolhem meios de transportes baratos e públicos. Utilizam acomodações praticas sem luxo ou conforto, no entanto não deixam de priorizar a segurança e a higienização. Não obstante querem ter a chance de conhecer e interagir com outros indivíduos, para assim ter uma experiência mais real possível do lugar. O que gera oportunidade de aprender e presenciar o máximo da cultural local.

sábado, 2 de abril de 2016

MOCHILEIRO

Conceito

Segundo Oliveira “Mochileiro, viajantes independentes que tem como propósito conhecer vários destinos de forma espontânea e econômica, interagindo com seus pares e com a comunidade local”

Característica

  • Independência e flexibilidade
  • Gasto mínimo
  • Escapar de locais tradicionais
  • Viagem de longa duração
  • Jovens estudantes, geralmente universitários
  • Interação com a comunidade
  • Não contem planos rígidos
  • Baixas despesas
  • Motivação da viagem (aventura, autenticidade e experiências profundas )
  • Deseja conhecer o maior numero de locais possíveis

Estudo de Caso

Turismo Backpacker(Mochileiro) no Brasil

Durante os meses de setembro a Março foi realizado pesquisas com 244 turistas de 27 países para descobrir o perfil dos viajantes mochileiros no Brasil.

Foi constatado que:

60% do total eram Europeus
  • A grande parte viajava pela primeira no Brasil
  • metade deste tinham como destino a América do Sul
  • desejam passar o maior numero de dias no destino e conhecer o maior número de países.
  • Alguns entrevistados relataram que visitaram 80 países diferentes no globo
  • Os destinos eram percorridos em de três a nove meses.
  • A duração da viagem dentro do Brasil era de 53 dias
Motivação dos turistas
  • Conhecer a diversidade cultural
  • A comunidade local
  • Praias
  • Atrativos naturais
  • Carnaval,
  • Conhecer a  musica brasileira
  • Fonte de Informação utilizada foram guias de viagens e amigos
  • Idade media do visitante 28 anos
  • Sexo masculino e solteiro
  • Estudantes universitários
  • Viaja sozinho
  • A acomodação albergue da Juventude e pequenas pousadas
  • Principal ponto de entrada Região Sudeste
  • Locomoção, Ônibus
  • As cidades mais visitadas Rio de Janeiro, Salvador, Foz do Iguaçu, Curitiba, Recife, Florianópolis, Porto Seguros, Manaus, Fortaleza.
  • Os que dispunham de mais tempo visitaram locais mais longínquos
  • A renda anual era de R$ 72mil
  • Gasto destes totais destes visitantes eram de 4.981,80 reais
  • Principais atividades ir a praia, visitar as atrações turísticas, experimentar comida típica e sair para beber, alem de atividades ligadas a natureza e a cultura.

Aspectos positivos observados por estes visitantes

  • Povo amigável
  • Praias, música, samba e diversidade natural
  • Esforço na interação

Aspectos negativos

  • Insegurança
  • Comunicação
  • Desigualdade Social
  • Pobreza

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ARCO IRIS DUBLO

Domingo, 20 de Dezembro de 2015. Tive a sorte de conseguir fotografar um belo espetáculo da natureza, o arco iris dublo.


















01/01/2017














quarta-feira, 7 de outubro de 2015

TURISMO E MEMÓRIA

As pedras da história.

Antes de retomar o assunto, quero esclarecer que não tenho preferência partidária, que minha indignação é pela ações de alguns políticos que ferem a lei de preservação patrimonial e fazem o que querem na cidades históricas de Minas Gerais.

Sei que muitas pessoas, como eu, que amam história e a diversidade cultural, ficaram indignados com a destruição de alguns tesouros da humanidade, promovida pelo grupo Estado Islâmico. Eles não tiveram nenhum respeito pelo passado. Como um praga criminosas burlaram a lei de preservação e reduziram a pó grandes monumentos da história. Ocasionando perdas irreparáveis ao mundo.

Mas está falta de descaso com o passado, não está tão longe de nós. Em muitas cidade históricas, o patrimônio é depredado, abandonado até virar ruína, roubado e vendidos no mercado negro das artes.

A memória talvez seja a grande riqueza de uma nação. E o que nos faz ser o que somos. Nos lembra de onde viemos e nos identifica como povo. Através desta reflexão quero raciocinar sobre um notícia de 24/09/2013 do Estado de Minas, relacionada a Ouro Preto"Asfalto agride a história de Ouro Preto". "O caminho de acesso ao Museu Casa dos Inconfidentes na Vila Aparecida teve suas pedras cobertas pelas máquinas da Prefeitura e se torna alvo de inquérito do Ministério público"(http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/09/24/interna_gerais,452358/asfalto-agride-a-historia-em-ouro-preto.shtml) e "Prefeitura de Ouro Preto é proibida de asfaltar ruas em área tombadas" de 16/06/2015. "A justiça proibiu a prefeitura de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, de asfaltar vias públicas(...) A possibilidade de as obras causarem danos de difícil reparação"(http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/06/16/interna_gerais,658699/prefeitura-de-ouro-preto-e-proibida-de-asfaltar-ruas-em-areas-tombadas.shtml)

A memória de Ouro Preto não está apenas nos casarões, nas igrejas e chafariz, nas praças, está também nas ruas de pedras. Sim está que foram escupidas cuidadosamente  pelos escravos, e postas como um quebra cabeça, a adonar o chão. Elas estão ali para lembramos que foram mãos marginalizadas, mãos sofridas, mas talentosas que as fizeram. Elas também simbolizam o jeito de fazer, ou seja a técnica antiga que foi empregada na construção das ruas. A permanência é essencial para os estudos arqueológico e histórico.

O que seria então o asfalto na memória. O asfalto seria aquilo que nos impediríamos de admirar esse trabalho. Ele seria a crosta do esquecimento que nos esconderia o passado. Limitando nosso olhar sobre a cidade histórica. Por fim deixaria os arqueólogos e historiadores sem objeto de estudo e sem conhecer o jeito de fazer antigo, do homem negro e escravizado.

Com certeza Ouro preto seria uma cidade mutilada sem suas ruas de pedra. Pôr o asfalto tiraria parte do seu encanto de cidade histórica.

Ouro Preto foi a primeira cidade a ser patrimônio mundial da humanidade, devemos ter orgulho. Infelizmente, por causa da irresponsabilidade de alguns políticos, poderá ser a primeira cidade a perde-lá