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quarta-feira, 20 de julho de 2011

O QUE É REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO?

Segundo a Enciclopédia Barsa (1995) a região não se define apenas por um quadro geográfico; necessita possuir uma união satisfatória entre seus habitantes e igualdade de condições que lhes permitam discutir problemas comuns, e características que a distingui das demais regiões. 

A regionalização do turismo foi idealizada pelo Ministério de turismo, com o fim de melhor planejar as ações do turismo, possibilitando uma cooperação e parceria dos segmentos organizados da sociedade, como as instâncias governamentais, empresários, trabalhadores, instituições educacionais, o turista e a própria comunidade. 

Conforme o Ministério do Turismo (2007):

"Regionalizar é converter a ação centralizada, que existe na unidade municipal, numa política mobilizadora capaz de realizar mudanças, tornando o planejamento sistemático e orientando o processo de crescimento local e regional, estadual e nacional de modo articulado e compartilhado".
 
As ações de forma conjunta, têm o objetivo de diversificar a oferta turística, qualificar o produto e ampliar o mercado de trabalho, estruturando os destinos turísticos, aumentando a competitividade do produto turístico no mercado internacional, ampliando o consumo deste produto também no mercado nacional, e por fim fazendo com que o turista seja seduzido a permanecer no local por mais tempo e tenha com um gasto médio no local ou na região onde estará. 

A regionalização do turismo tem como vantagem para o município participante, a divisão dos serviços turísticos buscando alternativas para atingir o desenvolvimento auto-sustentável, pois  municípios próximos podem suprir a carência de infra-estrutura de seus vizinhos , fortalecendo a região como um todo, e permitindo compartilhar os atrativos, favorecendo a permanência dos turistas. 

Em Minas Gerais a idéia da regionalização atraiu interesses dos empresários e do poder público. Foram desenvolvidos três modelos de regionalização: Os Circuitos Turísticos, A Estrada Real e o mais recente, a Associação das Cidades Históricas. 

Circuito Turístico 
Circuito é um agrupamento de município de uma região próxima com semelhanças culturais, sociais e econômicas que reúnem na organização e crescimento da atividade turística regional desde que seja sustentável, através da comunhão continua dos municípios definindo uma atividade regional.  As cidades que compõem os circuitos apresentam identidades semelhantes, dentro da história de Minas.  

Veja a relação dos Circuitos no site: 
http://www.descubraminas.com.br/Turismo/Circuito.aspx

Estrada Real
 
São caminhos que tinham  uma importância oficial, pois era propriedade da Coroa metropolitana. Durante o século XVII os bandeirantes traçaram a Estrada, que antes era uma trilha marcada por índios. Por quase três séculos a Estrada Real, era o principal roteiro para transportar o ouro, diamantes e muitas idéias revolucionárias. Existem  ainda hoje, trilhas calçadas por escravos, bem como monumentos, pontes, cidades, distritos, ruínas, e povoados que preservam um rico patrimônio cultural e natural.  No século XVIII, e também parte do século XIX, quando a  mineração ,já tinha se acabado, os caminhos se tornaram livres e empobrecidos.  

Com o objetivo de organizar, fomentar e gerenciar a oferta Estrada Real foi criado o Instituto Estrada Real – IER. Sociedade civil sem fins lucrativos. O programa é de vital importância para ajudar no desenvolvimento econômico e social sustentável, diminuir as desigualdades regionais, gerar empregos e renda, preservar o patrimônio histórico, cultural, artístico e ecológico dos municípios onde são implantados.  

Marco da Estada Real
A Estrada é conhecida pelo seu potencial no incentivo ao turismo cultural, religioso, histórico, gastronômico, rural, ecoturismo e ao turismo de aventura que acontece no seu entorno, e sua contribuição na implantação ou ampliação de atividades empresariais e melhoria da qualidade de vida dos agentes nos municípios em que atua.


Estrada Real trecho em Acuruí (Itabirito)



Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais
Modificação feita por Anita Marques
É um órgão consultivo e deliberativo criado em Maio de 2003, com o objetivo de planejar as atividades turísticas e executar os projetos propostos e formatar produtos turísticos, favorecendo o crescimento financeiro e garantindo a sustentabilidade dos recursos turísticos.
Para isso a associação criou um cardápio de recursos, equipamentos e serviços turísticos  facilitando a criação de roteiros integrados. Vários meios de divulgação foram utilizados para  mostrar os produtos turísticos como folder, cartilha de roteiros, propaganda na televisão e um site www.cidadeshistoricasdeminas.com.br que é fonte de divulgação das cidades filiadas. Contendo a historia, hospedagem, atrativos, cardápio de roteiros,  atividades esportivas e culturais dos municípios participantes.

As cidades foram divididas em 4 regiões. A região das artes contem vocação para as artes como orquestras, coral, congada, seresta e apresenta conjuntos arquitetônicos de valor artísticos, contendo marcas do barroco mineiro. 
  • A região das manifestações, apresentam elementos da identidade mineira dentre os quais as composições do século XVIII, o artesanato, e a Maria fumaça.
  • A região das Riquezas é uma localidade com fortes traços de riquezas naturais e pela riqueza do solo com a concentração de minerais, contem serras, matas e cachoeiras com destaques no cenário nacional. 
  • A região das Historia tem origem privilegiada em plena Serra do Espinhaço, neste local aflora atividades culturais e tem representantes conhecido nacionalmente como Juscelino Kubitschek nascido em Diamantina.
  • A região das Tradições apresenta conhecimentos populares transmitidos de geração a geração, cultura especifica marcada pela criatividade do povo.
Assim a associação das cidades históricas tem a finalidade de promover produtos turísticos específicos e preparados para receber turistas de todos os lugares.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

MERCADO TURÍSTICO

Como qualquer outro tipo de mercado, o mercado turístico funciona como uma rede de informações que deixa os turistas (consumidores) ou empresas turísticas tomarem determinadas decisões sobre como resolver problemas econômicos do setor.

Essa tipologia de mercado pode ser classificada em dois tipos:

Mercado Turístico Direto: este mercado consome e oferece bens e serviços relacionados totalmente ao turismo. Por exemplo: excursões e city tours;

Mercado Turístico Indireto: neste tipo, consomem e oferecem bens ligados parcialmente ao turismo, como alojamentos, transportes e restaurantes.

Os mercados turísticos podem ser classificados por suas próprias características ou por motivações de realização, como férias, contatos familiares, congressos, contemplação da natureza, entre muitos outros.

Para que esses inúmeros mercados turísticos existam, são necessários fatores básicos e prioritários que são fundamentais em suas potencialidades e atuações, tais com

-Ter atrativos naturais e/ou artificiais conhecidos e comprovados. 

-Ótima infra-estrutura seja de alojamento, de higiene, segurança, transporte, entre outros; 

-Existência de condições sociais, políticas e uma rede de comercialização de bens e serviços turístico. 

-Prestigio e atração turística permanente; 

-Adaptação contínua dos meios de transportes às exigências da demanda e através de campanhas publicitárias fazerem promoções e planejamentos. 

Deve-se lembrar de outros aspectos menor relevância, como surgimento de novas modas e novos modos de vida da população; os movimentos da demanda; qualidade na prestação de serviços; exigência da demanda.

É preciso mostrar três elementos básicos que fazem os mercados turísticos existirem:

1) Preço: Fator primordial que influi no comportamento do consumidor. É ele que determina a oferta e demanda de um bem ou serviço. O preço é o fator determinante de vários aspectos turísticos. Exemplificando: preços elevados exigem uma demanda de poder aquisitivo maior, o que leva a ter grandiosas infra-estruturas turísticas. Já preços baixos são atrativos para uma demanda de menor poder aquisitivo.

2) Liberdade: O turismo é uma manifestação de liberdade e é por isso que é chamado de “5ª liberdade”. A restrição limitada que esse bem de luxo, que hoje pode ser praticado pela maioria das pessoas, tem é de caráter econômico.

3) Heterogeneidade: No turismo, tudo é diferente, desigual e com muitos segmentos. Têm tantas atividades e nunca uma é igual à outra. Vivem em constante mudança, tanto por causa da ação do homem, quanto pela ação da natureza. Os serviços oferecidos são diversificados e com diferentes segmentos em cada tipo, como transporte, alimentação, comércio. Por exemplo: os vários hotéis em uma cidade ou inúmeros restaurantes. São essas diversificações de segmentos que determinam a concorrência no mercado. Possibilitando as escolhas do consumidor.

Tipos de Mercado

Um mercado é feito por vendedores (no caso do turismo: empresas hoteleiras, por exemplo), e compradores (consumidores). O relacionamento entre eles depende do tipo de mercado.

Pode-se ter o caso de existir apenas um vendedor que determina o preço de seus produtos, ou onde exista grande número de ambos e o preço é determinado pela Lei da Oferta e da Procura. 

Principais tipos de mercado:

Competição perfeita: é caracterizada por grande número de vendedores e compradores sem relações entre eles, ofertando produtos homogêneos e tentam competir em condições de igualdade. As empresas são livres para entrada e saída do mercado e as compras e vendas individuais não mudam os preços dos produtos. 


Competição imperfeita: ou monopolística: é caracterizada pela existência de muitos compradores e vendedores que agem independentemente e com produtos diferenciados. Neste tipo de mercado, as empresas também podem sair e entrar livremente.


Monoplística: é diferente dos outros tipos de mercados já apresentados: existe só uma empresa e compradores pequenos. Não tem substituto próximo para o produto e é impossível novas empresas entrar no mercado. 

Oligopólio: caracteriza-se por poucos vendedores grandes e muitos compradores pequenos, os produtos oferecidos podem ser diferenciados ou homogêneos. A entrada de novas empresas é difícil.

Os mercados turísticos apresentam características dos mercados de competição imperfeita ou monopolística. Com isso, alguns problemas enfrentados pelas empresas turísticas surgem, como por exemplo, o fechamento de empresas por causa de seu excesso destas. E isso prejudica também os consumidores, que acabam pagando um preço mais alto pelo produto. 

Um fator que estimula o turista a viajar é a discriminação de tarifas aéreas, que diminui o preço. 

Essa diminuição de preço nas baixas temporadas possibilita produzir e vender mais ocupações, o que favorece turistas e empresas turísticas.

As operadoras turísticas têm incorporado novas camadas sociais, que não poderiam fazer o uso das atividades turísticas, com seus preços acessíveis e intervenção em vários setores do turismo.

Um dos fatores que mais afetam esse tipo de mercado (turístico) é a mudança constate de gostos e preferências dos consumidores. Esses fatores são constantes no mercado turístico por um mercado muito dinâmico.

Demanda Turística 

É o número de pessoas que viajam ou gostariam de viajar, utilizando instalações ou serviços turísticos em lugares afastados de seus locais de residência de trabalho e almejam consumir por um preço determinado em um tempo estabelecido. A demanda turística é formada por turista, viajante, excursionista e visitante. 

Consumidor de produtos turísticos

Demanda turística tem como finalidade explicar o comportamento do consumidor, tendo em vista as oportunidades de bens e serviços oferecidos, certamente com opções de escolha já que os recursos são limitados. ”A atitude marginal é definida com a quantidade extra de utilidade derivada do consumo de mais de uma unidade por produto turístico.,ou seja, quanto mais se viaja para determinado local já visitado, cada vez menos o turista irá adquirir os produtos turísticos do local. Resumindo o consumidor tem livre e espontânea escolha sobre o produto, visando sempre satisfação e capital.

O consumidor procura alcançar a máxima satisfação de seus gastos, por meio da provável melhor combinação dos produtos turísticos. Porém ele será obrigado a fazer uma escolha, se deseja consumir uma quantidade maior de um produto turístico deverá consumir uma quantidade menor de outro. O cliente fará esta escolha através de uma escala de preferências, classificando os produtos turísticos de acordo com sua importância, verificando dentre eles quais os que irão garantir a máxima satisfação antes de conhecer o valor e de saber se a renda o possibilita consumir.

È fundamental que haja um atendimento apropriado a esta demanda de mercado. Levando em consideração que existem diferentes tipos de demanda, pois, as pessoas apresentam idéias, motivações, comportamentos e desejos diferentes e todas precisam ser saciadas em suas necessidades. Para atender melhor este contingente é necessário reunir em grupos homogêneos, ou seja, segmentar, para assim oferecer serviços e bens específicos, mas para isso é necessário planejamento dos setores que irão receber esta demanda.

Preço do produto: Elasticidade preço e demanda, eles são inversamente proporcionais. Quanto maior o preço menor a demanda e vice versa. 

Preço dos outros bens e serviços: Se o preço de outros bens e serviços concorrentes for maior que o preço do produto turístico, a demanda pelo turismo será maior que da concorrência.

Nível de renda dos turistas: Quanto maior a renda do turista maior será a demanda do produto turístico.

Gostos dos turistas: Se o desejo pelo produto turístico muda, conseqüentemente a demanda também. Considerando que o gosto fique constante algum tempo. 

Oferta Turística 

A oferta turística é um conjunto de atrações naturais e artificiais de uma região. Sendo os elementos naturais: o clima, a configuração física ou geográfica, a flora, a fauna e outros. Já os artificiais têm os fatores históricos, culturais e religiosos, as vias de acesso, os meios de hospedagem, os transportes etc. Esses elementos vão distinguir a oferta turística de uma localidade e a preferência do consumidor ao fazer o turismo. 

Segundo a Organização Mundial do Turismo - OMT (2001) oferta turística é um conjunto de produtos turísticos e serviços postos à disposição do usuário turístico num determinado destino, para o seu desfrute e consumo.

Classificação

A oferta turística é classificada em três categorias;

Atrativos turísticos: o que motiva o deslocamento de individuo ou grupo para um determinado local. 

Os principais atrativos turísticos são:

- Os recursos naturais: Montanhas, parques, grutas, fauna, flora, cachoeira, planaltos, planícies, cavernas etc.

- Os recursos histórico-culturais: Museus, monumentos, festas, artesanato, gastronomia, música, dança e a cultura.

- As realizações técnicas e científico-contemporâneas: Exploração de minério, exploração industrial, obras de arte e técnica zoológicas e jardins botânicos e etc.

- Os acontecimentos programados; Congressos, convenções, feiras, exposições etc. 

Equipamentos e serviços turísticos: é um conjunto de edificações e serviços para o desenvolvimento da atividade turística;

Os principais equipamentos e serviços são:

- Os meios de hospedagem: Hotéis, motéis, pousadas, pensões, acampamentos etc.

Os serviços de alimentação: Restaurantes, bares, lanchonetes, confeitaria, cervejarias etc.

- Os entretenimentos: Boates, cinemas, teatros, mirantes, estádios, áreas de recreação, etc.

- Outros equipamentos e serviços turísticos: operadoras, agências de viagens, posto informação, locadora de veículos, casas de câmbio, cultos, bancos, etc.

- Infra-estrutura de apoio turístico: envolve todas as construções subterrâneas e de superfície formada por edificações e instalações.

As principais infra-estruturas são:

- As informações básicas do município: à distância, os atrativos, os equipamentos e serviços etc.

- Os sistemas de transportes: Rodoviárias, ferroviárias, aeroporto, portos, táxi, navio, trem, carros, ônibus, veículos e outros

- Os sistemas de comunicações: Agências postais e telégrafos, postos telefônicos etc.

Outros Sistemas: Saneamento, água, eletricidade etc.

- Os sistemas de segurança: Delegacias, corpo de bombeiro, postos policiais. 

- O equipamento médico hospitalar: Hospitais, clínicas, maternidades, pronto-socorro etc.

Através do que foi descrito acima, verifica-se que oferta turística deve ser composta por atrativos que podem ser a região, o objeto, ou um acontecimento que desperte o interesse do turista motivando o deslocamento de pessoas para conhecê-lo. Mas só a atratividade não basta, é necessário serviços para completá-la. Um destes serviços são os equipamentos e serviços turísticos, que são o conjunto de construções, instalações, e serviços fundamentais no crescimento da atividade turística como serviços de hospedagens, alimentação, agenciamento, informações, favorecendo a permanência do turista. Também há necessidade de infra-estrutura básica que são todas as edificações e serviços disponíveis no município como transporte comunitário, comunicação e fornecimento de água e luz. 

A OMT (2001) tem se apoiado no conceito de “gasto” para definir as diferentes categorias de oferta turística de acordo com o local onde se realiza o gasto. Assim inclui como parte da categoria de oferta “todo o gasto de consumo efetuado por um visitante durante o seu deslocamento e sua estada no lugar de destino” OMT (2001). Os conceitos de gasto turísticos são conseguidos através da união de alojamento, alimentação, transporte, lazer, cultura, atividades esportivas, compras e outros. 

No planejamento do turismo é importante saber sobre os agregados turísticos da oferta turística, pois qualquer investimento em turismo deve visualizar e justificar antes a sua importância para a economia do local. Uma região que deseja o crescimento do setor turístico deve iniciar relacionando todos os recursos para ser utilizados no turismo, e depois identificar, classificar e avaliar as condições reais dos mesmos. Tal planejamento deve privilegiar a proteção do meio ambiente e fazer o levantamento dos gastos necessários. Para atender a diferentes demandas sem causar impactos negativos ao meio ambiente.


Fatores que influenciam a oferta turística 

Preço do produto turístico

Quanto mais alto for o preço do produto turístico no mercado, maior deverá ser o incentivo aos produtores em acrescentar aumento em sua oferta.

Preços de outros bens e serviços

Na competição para adquirir lucro, os produtores do turismo, investirão seus recursos na fabricação dos produtos turísticos que lhes propiciará melhores recompensas. Portanto, os preços dos outros bens e serviços, poderão chamar para o setor do turismo fatores de produção utilizados de outras atividades.

Preço dos fatores de produção 

O preço dos fatores produtivos empregados está direta e positivamente ligado com o custo final dos produtos do turismo oferecidos e com o lucro dos produtores turísticos. 
Nível de avanço tecnológico

Quanto maior for o desenvolvimento tecnológico, maiores serão as utilidades dos recursos em disponibilidade, por isso deverá ser maior a oferta dos produtos turísticos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DIFERENÇAS ENTRE VIAJANTE, VISITANTE, VERANISTA, TURISTA E EXCURSIONISTA

 

Veranista: indivíduos que habitualmente passa o verão fora do local onde reside.

Viajante: São os indivíduos que se deslocam entre dois ou mais lugares dentro ou fora do país.



Visitante: São as pessoas que se deslocam para um lugar diferente de onde mora. O tempo de permanência deve ser inferior a 12 meses.

Excursionista: todo o individuo que em sua viagem permanece um tempo inferior a 24 horas fora do local em que residência, mas sem pernoitar. Com a finalidade de recreio, esporte, saúde, motivos familiares, estudos,peregrinação religiosa ou negócio.


Turistas: toda pessoa, sem discriminação de etnia, sexo ou religião entra em um território contratante diferente do local de residência, com um prazo superior a 24 horas e inferior a 12 meses com o objetivo de lazer, esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinação religiosa ou negócio.

sábado, 25 de junho de 2011

PEQUENO DICÍONÁRIO DO TURISMÓLOGO

     
     
  • ABAV: Associação Brasileira de Agência de Viagem
  • ABEC: é um código internacional de hotelaria que identifica um quarto com três camas.
  • ADT Nas companhias aéreas e a sigla para adultos (Passageiros a partir de 12 anos completos)
  • AGT denominação genética que correspondem as agencias de viagens
  • Bording pass Cartão de embargue fornecido pelas Companhias aéreas.
  • CHD-Child: Nas companhias aéreas designa para crianças que tenham de 2 a 12 anos
  • Check in: protocolo efetuado toda vez que alguém da entrada a um serviço turístico. Lugar em que o passageiro apresentar-se para que seja destacado seu cupom de vôo e despachada à bagagem.
  • Check on: formalidade efetuada ao encerrar a utilizar algum serviço turístico.
  • Conexão: Parada onde há a troca de aeronave, equipamento de vôo.
  • Cip: Pessoa importante no ramo de negocio. Comercially Important Person.
  • City tour: Passeio pelos principais atrativos da cidade receptora.
  • Cupom de voo: Via do bilhete de passagem que se utiliza com comprovante de viagem.
  • Circular trip: Viagem de ida e voltas contabilizadas em trajetos distintos. (CT)
  • Dead line:  Prazo final para se confirmar uma reserva em companhias aeres ou em hotéis.
  • Desdobramento: adicionamento de uma ou mais destinos dentro de um roteiro obtido anteriormente: Não há pagamento de diferença tarifaria desde que o bilhete encontrar-se dentro da validade e da rota.
  • Destino: Ultimo município de um roteiro que consta no contrato pelo transporte.
  • Endosso: Autorização expressa em empresa aérea emitente do bilhete, que consente ao possuidor utilizá-lo em outra companhia aérea. Não é realizados em bilhetes promocionais e financiados.
  • Escala: Parada técnica de um transporte aéreo para embarque e desembarque de passageiros e troca de comissária de bordo. O passageiro continha na mesma aeronave.
  • Excursionista: todo o individuo que em sua viagem permanece um tempo inferior a 24 horas fora do local em que residência, mas sem pernoitar. Com a finalidade de recreio, esporte, saúde, motivos familiares, estudos,peregrinação religiosa ou negócio.
  • GDS Sistema global de distribuição. Global Distribution System. É um sistema utilizado largamente pelas agencias de viagem e site de turismo. Fornece consultas e reservas em empresas aéreas, hotéis e locadora de veículos.
  • Go show: Passageiro que apresenta-se para embarcar mesmo sem ter feito reserva. Também chamado de Stand by.  
  • INF –Infantil Nas companhias aéreas são os bebes de colo de 0 à 2 anos.
  • MCO/MPD Miscelaneous Charge Order/Multiple Purpose Document. É um cupom emitido pelas companhias aéreas com o objetivo realizar transferência com o saldo a devolver e permitir o excesso de bagagem.
  • No show: É quando o usuário com reserva confirmada não aparece para embarcar ou para fazer check in na recepção de um hotel.
  • NO SEAT/NS: Sem direito a assento, mencionado quando há passageiro infantil.
  • NET/NETO: Tarifa liquida de um serviço, sem taxa nem comissões.
  • Off/ On season: Baixa e alta temporada.
  • One Way: Viagem cumprida em um único trecho.
  • Op: Ordem de passagem. Documento usado para solicitação de emissão de bilhetes quando o agente não os possui ou não tem autorização para emissão dos mesmos.
  • Open: Bilhete de passagem em aberto, isto é reserva.
  • Origem: Lugar onde se inicia a viagem de um turista, de acordo com o contrato de transporte.
  • Overbooking: Situação em que um prestador de serviço, vende um número de reservas além de sua capacidade. Esta situação está prevista na lei da aviação civil, que permite uma venda de até 20% maior do que os lugares disponivel na aeronave.
  • Pax ou PSGR: Passageiro.
  • PLP: Pay Later Plan- Financiamento oferecido pelas cias. Aéreas em cartão de credito
  • Reembolsos: Reporte total ou parcial do transporte comprado pelo pax referente ao serviço não usado. É feito de acordo com as restrições do contrato efetuado antes do embarque.
  • Round Trip: Viagem de ida e volta calculada em uma mesma rota (RT ou R).
  • Sticker: Etiqueta de remarcação de reserva. Indicada que houve modança na viagem.
  • Stopover: Interupção voluntaria da viagem em um ponto entre origem e destino.
  • Surface: Trecho de transporte de superficie.
  • Time table: Livreto fornecido pelas cias. aereas contendo quadros de horarios, tarifas e outras informações.
  • Toll free: Ligação gratuita fornecida pelas cias, aereas e hoteis.
  • TKT (Ticket): Bilhete de passagem. Docimento comprovatorio de contrato de transporte ajustado entre passageiro e a cias aereas
  • TE: Taxa de embarque.
  • Traslado: Transferencia do pax cidade/ aeroporto ou aeroporto/ cidade.
  • Transfer: Mudança entre duas empresas através de documento interno, após efetuado o check-in.
  • Turistas: toda pessoa, sem discriminação de etnia, sexo ou religião entra em um território contratante diferente do local de residência, com um prazo superior a 24 horas e inferior a 12 meses com o objetivo de lazer, esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinação religiosa ou negócio.
  • UM: Unaccompained Minor Menor desacompanhado.
  • VIP: Very Important person. Pessoa muito importante. A designação é aplicada a pessoas que tem certos favorecimento e tratamento diferenciado. Dentre os quais politico, famosos e artistas.
  • VOID: Nulo, sem efeito. Estes cupons de vôo devem ser destacados no ato da emissão do bilhete de passagem.
  • Voucher: cobrança padronizada de um requerimento que prova que o portador tem o direito de usufruir do serviço oferecido. É uma espécie de comprovante ou recibo.
  • Veranista: indivíduos que habitualmente passa o verão fora do local onde reside.
  • Viajante: São os indivíduos que se deslocam entre dois ou mais lugares dentro ou fora do país.
  • Visitante: São as pessoas que se deslocam para um lugar diferente de onde mora. O tempo de permanência deve ser inferior a 12 meses.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE DISCUSSÃO 


quinta-feira, 23 de junho de 2011

O QUE É TURISMO?

a

TURISMO -Anita Marques

O termo turismo evoluiu do latim Tormare que significa volta. Os franceses utilizavam a palavra Tour  para designar viagem em circulo, deslocamento de ida e volta. Já os inglês,no inicio do século XVIII começaram a utilizar as atuais denominações tourism e tourist.

MC Intosch qualificou o turismo "de ciência, a arte e o negócio de atrair visitantes, transporta-los, Hospedá-los e cuidar gentilmente de suas necessidades e seus desejos". De la Torre apresenta uma definição mais ampla. "O turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupos de pessoas, que fundamentalmente, por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômicas e culturais".

A definição de turismo surgiu da noção de partida e retorno, do deslocamento de pessoas em um território. No qual é necessário conceituar ,para estabelecer estatísticas e avaliar o impacto desta atividade. Desde modo a OMT(Organização Mundial do Turismo) padronizou o conceito  de turismo. Para este órgão internacional "O turismo compreende as atividades que realizam as pessoas durante suas viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras"

Segundo Beni (2007) cada conceito descrito acima, percebe-se semelhanças como o deslocamento que depende de um meio de transporte, terrestre, ferroviário, aéreo ou aquático, a permanecia em um local fora do domicílio, a temporalidade definida ou seja não pode ter caráter definitivo e o turista, a atividade envolve pessoas que sem não é possível desenvolver todos os aparatos para elas.

A amplitude e variedade do turismo tem gerado inúmeras interpretações, mas sem duvida, o turismo deve ser considerado um fenômeno social que engloba o mundo inteiro. Já que a globalização agilizou o transporte, facilitando o conhecimento e contato com novas culturas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ÓRGÃOS OFICIAIS E ENTIDADE REPRESENTATIVAS


Os órgãos oficiais do turismo e entidades foram criados pela necessidade de desenvolver o turismo frente ao crescimento do setor nos mais diversos níveis. Oferecendo suporte, informações ou fiscalizando os empreendimentos.

OMT Organização Mundial do Turismo (World Tourism Organization) 
É o órgão maximo do turismo. trata-se de uma agencia das Nações Unidas especializada na área de turismo. Trabalha por meio de fórum global para assuntos de políticas turísticas e como fonte de informações sobre turismo. O objetivo desta organização é "promover e desenvolver o turismo como meio importante de estimular a paz e a compreensão internacional"

EMBRATUR- Instituto brasileiro de turismo
Agência governamental de incentivo ao turismo. Responsável pela divulgação do turismo do Brasil, bem como financiar iniciativas, planos, programas e projetos que proporcionem o desenvolvimento da atividade turística; estudar de forma permanente o mercado turístico para adequado controle técnico; organizar, promover e fiscalizar as empresas dedicadas às atividades do turismo, como por exemplo, hotéis.

SNEA-Sindicato nascional das empresas.
Objetivando, principalmente, a criação de métodos e procedimentos relativos à aviação civil, também defende seus interesses. É este registro que confere às agencias de viagens o direito de possuir bilhetes de passagem das cia aéreas, possibilitando emissão para viagem em território nacional.

IATA- Associação Internacional do transporte Áereo (Internation Air Transport Association)

Visa promover com segurança, de forma regular e econômica o transporte aéreo internacional, estimulando-o e estudando seus possiveis problemas. Regulamenta os serviços de carga e de passageiros, buscando uma padronização em seus procedimentos. Determina procedimentos de vendas de passagens aéreas e transporte de cargas, quanto à disciplina das atividades das agências de turismo e cargas registradas na associação; regulamentando, também, os principios que norteiam o relacionamento das agências a as transportadoras aéreas. Registro máximo de uma agência de viagens, conferindo à mesma, o direito de emissão de bilhetes de passagens aéreas para trechos domesticos e internacionais. Concluindo, é a IATA quem vai determinar valores de tarifas entre países, ou seja, as tarifas publicadas (tarifas plenas); cabendo-lhe ainda a função de determinar franquia de bagagens entre os mais diversos paises.

INFRAERO-Empresa Brasileira de Infra-estrutura aeroportuária 
Responsável pela implantação, administração e operação, tanto industrial quanto comercial da infra estrutura aeroportuária. Se encontra vinculada ao Ministério de Aeronáutica. Cuida do "funcionamento" dos aeroportos, alugando todos os espaços, inclusive, para se colocar um simples banner em uma parede, a mesma deve ser consultada, para que possa vir a ser autorizado.

DAC-Departamento de aviação civil
Atua no Brasil da mesma maneira que a IATA a nivel internacional, sendo este, a nível nacional, objetivando uma politica aeroespacial nacional, no setor da aviação civil, pública, privada e nacional, com a finalidade de estudar, orientar, planejar, coordenar tais atividade.

ABAV Nacional-Associação Brasileira das Agências de Viagens
Responsável por defender os interesses das agências de viagens junto aos orgãos oficiais de turismo. Busca a padronização dos serviços prestados pelas mesmas, estabelecendo procedimentos e normas, cabendo-lhe ainda fiscalização e controle esses serviços.