Translate

Arquivo do blog

Total de visualizações de página

domingo, 25 de dezembro de 2016

A TRADIÇÃO DO PRESÉPIO



No final de ano é costume brasileiro montar o presépio, que é uma forma de encenar o nascimento de Jesus Cristo. Este tipo de representação é vista praticamente em cada canto. Seja nas praças da cidade, nas lojas ou em varanda das residências. O presépio, junto com árvore, papai Noel, guirlanda, pisca-pisca, é um dos símbolos importante do natal. Ele deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do senhor.

O primeiro presépio montado no Brasil foi no ano de 1552. A iniciativa de criar a cena foi do famoso padre José de Anchieta. Ele construiu a narrativa como uma forma mostrar o nascimento de cristo aos índios e colonos. Desde então esta tradição religiosa passou a fazer parte do nosso jeito de ser.


Segunda a tradição crista, o termo presépio originou do latim Praesaepe, que significa estrebaria ou curral. Ele foi inventado por São Francisco de Assis no ano 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na Itália. Naquele tempo, a Igreja não admitia a realização de representações litúrgicas nas paróquias, mas São Francisco sabia da importância de rememorar de alguma forma a natividade de Jesus Cristo, por isso pediu uma exceção, a qual foi concedida. 


A finalidade do santo, em montar o presépio, era promover a fácil entendimento do nascimento de Jesus.


Na representação cada personagem tem o seu significado.


Animais simbolizam a natureza e também a vida simples campestre.



Pastores foram os primeiro a receber a revelação do nascimento do salvador. Também simboliza a humildade do homem do campo.


Anjo é o mensageiro de deus. Geralmente segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, (Glória a Deus nas alturas).



Estrela - Indica a direção para se chegar ao salvador.



Reis Magos - Belchior, Gaspar e Baltazar simbolizam a ciência, pois eram conhecedores de astronomia, medicina e matemática. 



Ouro é uma indicação de realeza, pois era um presente oferecido aos reis.


Incenso simboliza a divindade, um presente dado aos sacerdotes.


Mirra significa o sofrimento e a eternidade. É um presente profético.


São José - pai adotivo de Jesus.



Maria - Mãe do Menino Jesus.




Menino Jesus Filho de deus que assumiu a condição humana para salvar a humanidade.




Curiosidade: Epifania do Senhor é uma festa religiosa cristã celebrada no dia 6 de janeiro. Conhecido como o ‘Dia de Reis’. 


De acordo com a tradição cristã, seria o dia que os reis Magos visitaram o menino Jesus. Nesta data, encerram-se os festejos natalinos – sendo o dia em que se desmonta os presépios e são retirados todos os enfeites natalinos.
 
Fotos de presépios

Presépio do Parque Mmunicipal de Belo Horizonte





Presépio da Praça São Sebastião

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

JARDIM JAPONÊS


O Brasil é o país que abriga a maior população de origem japonesa fora do Japão. Por isto alguns dos atrativos turísticos possuem características dessa nação oriental. Eles estão presentes nos monumentos, arquitetura, culinária, eventos e em ruas como no caso do bairro Liberdade.



Um dos elementos mais belos da cultura japonesa é, sem duvida, o seu jardim. Ele distingue pela beleza, harmonia e serenidade. Influenciados na estética dos jardins chineses, esses jardins eram construídos especificamente para promover a meditação e a contemplação.



O jardim japonês é composto de vários elementos que tem o seu significado. 



Água



Presente em cascata, lagos e riachos. Configura o ciclo da vida, do nascimento à morte. Quando há presença de carpas trás sorte, prosperidade e persistência, já que este peixe tem a incrível habilidade de nadar contra a correnteza.


Pedras, cascalho e areia: 



Duas pedras de diferentes dimensões podem simbolizam a resistência e são usadas como representação tanto o homem quanto da mulher. 



Segundo a doutrina xintoísta as pedras grandes representam o kami (divindade), enquanto que o cascalho, em alguns santuário, era utilizado para simbolizar a terras sagradas.



As pedras grandes simulam ilhas, montanhas e colinas. Pedras menores e cascalho são usados para construir caminhos que simbolizam a evolução do homem. Podem ser também usadas para representar lagoas, riachos, cascatas e até mares.



Lanternas

Com a instituição da cerimônia do chá, a lanterna tornou-se um item fundamental na decoração de um jardim japonês. Inicialmente utilizadas para clarear os caminhos e orientar os participantes no decorrer das comemorações noturnas, sua claridade representa luz da sabedoria.

A principal lanterna empregada é o Toro, também intitulada de Yukimi-gata ou Ishidoro. São feitas em pedra e podem ter vários formatos e dimensões.

A lanterna de pedra é dividida em cinco. Cada parte simbolizam os elementos do budismo. A parte inferior que encosta no solo simboliza a terra, a próxima parte significa a água, a parte superior da lanterna, em forma de chapéu representam o ar e o fogo é caracterizado pela luz.
Pontes

Representa a passagem do mortal para o sagrado. Elas podem ser feitas de madeira, bambu, terra ou pedra. Podem possuir formas planas, em ziguezigue, arredondadas ou levemente arqueadas.

São utilizadas para atravessar lagos, para chegar a ilha ou até mesmo zonas decoradas com pedras. 

Plantas

O zelo, a fineza na montagem por esta arte tornou-se uma paixão entre os japoneses. A maneira como cultivam as plantas, modelando-as para construir forma são similar aos costumes de elaborar e cuidar dos bonsais. São comuns no jardim japonês arbustos, maple (acer), carvalho, bambu, cereja, azaleias etc.

Simbologia das plantas para os orientais.

A flor de lótus simboliza a habilidade de enfrentar a escuridão e florescer tão limpa, imaculada e formosa. 

O pinheiro japonês representa a eternidade. 

Cerejeiras (Sakura) e ameixeiras (Ume), representa a transitoriedade e da fragilidade da vida. 


Encontra-se na fundação zoo-botânica. O projeto pertence ao japonês Haruho Ieda e foi construído em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Possui 5000 metros quadrados onde foi instalada, lanterna, pontes e casa de chá. Dentro foi plantado pinheiro oriental, cerejeira, azaleia e bambu. Pode-se ainda aprecia animais típicos como marreco mandarim, tadorna tricolor e o cisne branco.
















Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

OLIMPÍADAS E PARALIMPÍADAS


Olimpíadas

Os jogos olímpicos surgiram na Grécia por volta do século XIII a.c. Eram considerado uma manifestação religiosa, que tinha o intuito de homenagear Zeus. Por isso sempre que o evento era aberto havia sacrifício de animais e rituais ao pai dos deuses.

Uma das lendas entorno dos jogos conta que as competições foram elaborado por Hercules. Este herói foi encarregado de realizar 12 tarefas impossíveis de serem cumpridas. No quinto ele teve que limpar os currais do rei Augias. Havia 30 anos que não era limpo. Hercules realizou o feito e em comemoração criou uma festividade em homenagem a Zeus na cidade de Olímpia. Assim os jogos ficaram conhecidos como Olimpíadas.

Viajantes de varias localidade deslocavam para assistir ou participar do evento. Ai a importância de tal episódio para a história do turismo (Embora o termo turismo somente foi elaborado anos depois)

Após a invasão romana, os jogos olímpicos desapareceram no mundo antigo e só resurgiu no ano de 1890 pelas mãos do barão Coubertin.


Paralimpíadas

As paralimpíadas são competições voltadas aos deficientes físicos. Nasceu oficialmente no inicio do século XX.

As primeiras competições voltadas aos deficientes surgiram, em um clube, para portadores de deficiência auditiva na Alemanha. Tinha a finalidade de promover integração entre estes.

Com a segunda guerra, muitos soltados voltaram mutilados, por isso veio a necessidade de criar jogos adaptadas a estas pessoas. O responsável por isto foi o médico Ludwig Guttmann que trabalhava com estes pacientes. As competições eram uma forma de reabilitação, que foi ganhando cada vez mais força.

Roma foi a cidade que sediou, pela primeira vez, uma Paralimpíadas. Ocorreu no ano de 1960.