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sábado, 11 de março de 2017

PARQUE MUNICIPAL AMÉRICO RENEÉ GIANNETTI

O Parque Municipal de Belo Horizonte surgiu na Chácara Guilherme Vaz Mello, chamada de Chácara do Sapo. Sua inauguração ocorreu três meses antes da nova capital, sendo que o projeto foi realizado sobre influencia do estilo romântico inglês. O responsável pela elaboração da área, era o arquiteto e paisagista Francês Paul Villon. Esse idealizou, de forma livre, suas ruas, alamedas, lagos e riachos. Dentro do espaço foi transplantado árvores de grande porte, recolhida de diferentes locais da cidade. Houve também plantio de mudas produzida no próprio viveiro do Paul Villon.


Ao logo dos anos diminuiu progressivamente seu tamanho. Do espaço que antes era de 555 mil m2 sobraram apenas 182 m2. As principais intervenções foram: prolongamento da Rua Pernambuco (Hoje Rua Ezequiel Dias), a construção da cidade universitária, do colégio Imaco, do orquidário municipal, do teatro Francisco Nunes e do Palácio das Artes.

Na década de 50 o então Prefeito Américo Renê Giannetti promoveu uma grande obra de reforma do parque, nos quais consta a recuperação dos jardins, asfaltamento das alamedas, colocação de fontes luminosa, formas de tratamento de água e foi implanto uma grande concha acústica para apresentação de concerto. Deste então o parque leva o nome deste benfeitor. 


Mas a salvação definitiva veio no ano de 1975 quando o instituto Estadual do Patrimônio Histórico e artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) promoveu o tombamento de todo o conjunto paisagístico e arquitetônico do parque, através do decreto nº 17.086/75. Esse decreto proíbe novas edificações na extensão do parque.



PROFISSÕES



Algumas pessoas trabalhavam no parque de maneira alternativa seja no trenzinho, vendendo sorvete e tirando retrato. Um destes trabalhadores era Ronaldo Guimarães que durante a infância foi trocador de trenzinho, ao qual não era remunerado. Assim ele trabalhava apenas para se divertir, não sentia a responsabilidade de exercer corretamente o emprego. Desta maneira não cobrava de quem não tinha dinheiro, principalmente, dos meninos jornaleiros com quem jogava bola. Em seguida foi auxiliar dos retratistas lambe-lambe. Cortava fotos e levantava os queixos das crianças preguiçosas.perdeu o emprego e foi trabalhar vendendo soverte em períodos frios, ganhava como salário soverte de creme. Não deu certo acabou sendo despedido. Tornou então encarregado de carimbar as presenças dos alunos.



Atualmente o fotografo lambe-lambe sobrevive apesar das câmeras digitais, a presença dos alunos são computados e o sorveteiro desapareceu.














Fundos do Palácio das artes


Fundos do Palácio das artes



















O parque também é um local multicultural, pois há varias atividades e espaços dedicadas a arte. Um desses ambientes é o teatro Francisco Nunes


 













O espaço natural do parque, com suas fontes, lagos e árvores e jardins contrasta com a visão urbana dos edifícios da capital mineira.