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domingo, 1 de abril de 2007

EXPOMINAS - Belo Horizonte


O nome Expominas (Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova) foi uma forma de homenagear um dos maiores estimuladores do turismo de negócios em Minas Gerais.


Localizado na Av. Amazonas 6020, bairro Gameleira. Inicialmente era administrado pela Companhia Mineira de Promoções (PROMINAS) hoje quem administra é a secretaria de Estado de Turismo (Setur), via Companhia Mineira de promoções.

Devido ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) o Expominas passou por reformas, para ter uma infra-estrutura adequada e espaço suficiente, necessários para atender as expectativas de esperar um grande encontro internacional. Por causa destas modificações é que o Expominas tem condições de disputar, com outras cidade, a realização de grandes eventos. O projeto de vitalização do Expominas foi assinado pelo arquiteto Gustavo Penna.

A área construída tem 127 mil m2. Os 17.319 m2 esta distribuído em três pavilhões independentes, mas que podem ser ligados através das grandes portas acústicas. Também tem a vantagem de serem articulados, o que possibilita diversas maneiras de arrumações do espaço, por meio de stands, para a realização de feiras. Cada um dispõe de sanitário, lanchonete e futuramente terá isolamento acústico para a realização de Shows. Há também 5.160 m² do pavilhão multiuso e estacionamento com capacidade para 2.045 veículos.



AVALIAÇÃO DA VISITA AO EXPOMINAS



Pontos Fortes:



· Passarela exclusiva dentro do Expominas dando acesso direto ao metrô, proporcionando na chegada interna ao centro de eventos uma bilheteria, caso aconteça uma realização de algum evento, facilitando para as pessoas que forem desembarcar a compra do ingresso.

· É o único no Brasil que apresenta climatização em todos os ambientes.

· Eficiência da equipe técnica no momento de planejar os eventos, dando toda assistência aos promotores; acompanhando, avaliando e discutindo todo o processo na montagem do evento com finalidade de alcançar melhores resultados.

· Possuem três pavilhões, todos com banheiro, telefone e divisórias com isolamentos acústicos.

· Em outros espaços oferece alguns restaurantes e lanchonetes.

· Pela sua estrutura fácil, prática e completa tem a capacidade de receber eventos simultâneos de diferentes portes em diversos ambientes.



Pontos Fracos:



· Falta de sinalização interna no espaço, não proporciona mapa para se localizar no Expominas.

· A divulgação e as informações no site são fracas e erradas sobre o tamanho do espaço e a quantidade de restaurantes e lanchonetes.

· Oferecem poucas vagas no estacionamento sendo 2500 sem coberturas e apenas 100 cobertas.

· Para se realizar shows, a parte acústica não foi finalizada não tendo uma previsão quando será terminada.

· Preocupação com som escarpar no ambiente externo do centro, pois corre o risco de receber reclamações por existir hospitais próximos.

· A cozinha é inadequada para a utilização, pois não possui as acomodações de segurança para o funcionamento. Faltam janelas amplas e com telas, o telo é baixo, não tem uma dispensa para guardar os alimentos de produtos de limpeza, não tem pias para a higienização dos manipuladores de alimentos.



ANALISE DA VISISTA AO EXPOMINAS PELO GRUPO



Com a visita que os alunos do curso de turismo fizeram ao Expominas pode-se constatar que o lugar é realmente o melhor espaço da capital mineira para realização de eventos. Mesmo que tenha alguns pontos negativos, o espaço foi planejado adequadamente, pensando na funcionalidade e facilidades para o público de eventos de Belo Horizonte.

É importante verificar que a visita possibilitou aos alunos uma melhor compreensão de como é o espaço, para a realização de eventos, e como este espaço deve ser utilizado, quais são as parcerias possíveis e como é importante trabalhar em conjunto, principalmente, com empresas terceirizadas.

Este espaço vem confirmar a grande procura da capital mineira para sediar eventos importantes, por oferecer uma segurança para os participantes dos eventos e proporcionar uma nova opção, para as empresas realizarem lançamentos, conferências , simpósios e futuramente muitos shows.

A visita foi enriquecedora, o grupo pode observar a tecnologia aliada a funcionalidade na arquitetura moderna juntamente com os pontos fracos e fortes. Onde a parte teórica pôde ser vivenciada durante a visita guiada.

quarta-feira, 14 de março de 2007

MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS


Relatório

Descrição da Atividade:

Atividade: palestra 
Data: 14 de março de 2007 
Local: auditório do prédio secretariado na rua trevo. 
Nome da instituição que promoveu: Centro Universitário Newton Paiva 
Nome do evento: Museu de Artes e Ofícios como atrativo cultural de Belo Horizonte 
Duração:uma hora e meia 
Coordenador da atividade: Maria Freiras Naves Correia

Redação do relatório

O museu de Artes e Oficio foi inaugurado em 14 de dezembro de 2005 e teve como objetivo abrigar peças que revelam a historia e evolução do trabalho. O prédio que abriga o museu esta localizado na praça da estação em Belo Horizonte e é cobrada a entrada, exceto sábado. 






As peças pertenciam ao acervo particular de Ângela Gutierrez que recolheu artefatos datados do século XVIII ao XX pelo Brasil. Com o passar do tempo a coleção foi ficando grande assim, foi necessário coloca-las em um espaço adequado e que possibilitasse a exposição ao publico. A praça da estação mostrou ser um ambiente apropriado para a construção do museu, por conter um prédio histórico que necessitava de restauração e por ser um local de fácil acesso. Além da doação de Ângela Gutierrez, outras pessoas doaram peças ao acervo, mas estas foram sendo selecionadas para averiguar qual a que melhor encaixa no perfil do museu. 






O museu de Artes e Oficio é um empreendimento museológico pioneiro no Brasil, pois se dedicada exclusivamente ao tema das artes, ofícios e do trabalho no país. tem como objetivo fazer com que diferentes publico reflitam sobre o contexto da relação do trabalho pré-industrial e sobre a cultura brasileira. 





O museu se adequar a idéia atual de como deve ser estruturado um museu, o foco não é mais o objeto, mas, sim o visitante e o conhecimento que ele adquiriu ao visitar o local. As peças expostas não são objetos que demonstra luxo e exuberância, pois, não pertence a uma elite, mas, há uma classe trabalhadora onde os simples matérias do cotidiano pertencentes aos antepassados brasileiros permite construir a historia de diversas classe operaria, valorizando o trabalhador brasileiro.

Com a criação do museu, todo o entorno foi revitalizado, antes o local era abandonado é servia de encontro para drogados, prostituta e assaltos. A praça transformou em um lugar adequado para a realização de vários eventos contem um jardim-museu, espaços para restaurante, área de eventos, loja e áreas de convivência. A restauração do prédio possibilitou a recuperação da pintura original que havia sido coberta por uma camada de tinta. 



A gestão e o planejamento de um museu assemelha-se a de uma cidade que tenha um valor histórico. Por isso a gestão procura seguir o conceito de conservação, ao procurar sempre manter o patrimônio intacto, o de pesquisa tanto do acervo como dos documentos, realizando através de inventario para determinar os limites do numero de peças exposta e quais são as de maior relevância, e o de comunicação, que é essencial para a visita do turista, porque ele não conhece o tema, os objetos e o espaço, por isso, é necessário placas bilíngüe e folhetos com mapas, que explique como é dividido o espaço e de equipamentos de multimídia e textos bilíngüe para explicar a finalidade de cada objeto e relatar do contexto histórico ao qual pertencia.


Relevância para aprendizado


A palestra, Museu de Artes e Ofícios como atrativo cultural de Belo Horizonte, permitiu aos alunos de turismo verificar a importância do museu na cidade, pois com a construção do museu houve toda uma restauração não só do prédio como do entorno, criando um espaço para eventos como shows e exposição. aumentando as alternativas de lazer, transformando assim a praça da estação em um atrativo importante para a cidade.

A apresentação da turismóloga Maira Freiras Naves Correia também permitiu identificar a função do museu para a conservação da identidade de um povo, trazendo para o presente costumes antigos do trabalhadores brasileiros, através da exposição de objetos que buscam educar o visitante sobre as varias técnicas utilizadas pelos diversos ofícios em épocas passadas, sendo assim, uma fonte de preservação da historia.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

OS MUSEUS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: ESPAÇO MEMÓRIA

RELATÓRIO DE PALESTRA
Descrição da Atividade:
Atividade: 3ª Mostra de Conhecimento e Ação da Newton Paiva
Data:2 horas 
Local: Prédio 800, Av Carlos Luz
Data: 07/11/2006
Nome da instituição: Centro Universitário Newton Paiva
Titulo da Palestra: Os Museus no mundo Contemporâneo: Espaço de Memória.
Duração:2 horas
Palestrante: Maria Elisa

Redação do Relatório:
A palavra museu significa templo das musas, assim esse espaço era um local sagrado a elas. As musas eram na antiguidade as deusas da memória. 

Nos primórdios o museu não tinha a finalidade reunir objeto para serem apreciados, era somente um espaço para memória. Então O Farol de Alexandria foi uma das primeiras instituições com esta função. Já que era uma biblioteca que reunia varios conhecimento e ao mesmo tempo era um local para pesquisa e estudo de filosofia.

Este foi incendiado sem que resta-se nenhum registro, exceto o relato de alguns filósofos. 

Na época medieval os mosteiros passaram a desempenhar este papel, depois as bibliotecas das faculdades.

O museu como coleção de objetos, abrigava instrumentos que tinha um caráter excepcional, autenticidade de uma memória muito particular pertencente a elite, assim esta classe demonstrava seu prestigio social.

Já o museu de história preservava objetos da historia considerada oficial, também pertencente a classe dominante. Um exemplo deste tipo de museu é o Museu Ipiranga que contem objetos do imperador, retrata a independência e contem símbolo das principais figuras políticas. 

No século XX, os museus deixaram de ser simples espaços para guardar antiguidade, tornando, assim, locais destinados para a educação. Vários recursos foram utilizados como fontes de informações, desde vídeos ilustrativo à aparelho de multimídia. Os objetos representados deixaram de ter um caráter elitizado, passando a ser incluídos ferramentas do cotidiano que representam um modo de vida, dentre os museus deste estilo pode-se citas o Museu de Arte e Oficio em Belo Horizonte, o museu do futebol, da língua Portuguesa e o Cata Vento de São Paulo, 

Relevância do Aprendizado:

A Oficina possibilitou conhecer a história do museu e como esta instituição vem desenvolvendo seu foco ao longo do tempo. Também possibilitou verificar o que é importante no museu contemporâneo, em que o foco não esta mais no objeto, mas sim no conhecimento em que o visitante pode adquirir ao visitá-lo.

Através da oficina foi possível verificar a função social que do museu pois, a construção representa uma ferramenta importante na manutenção da identidade e cultura local e é um atrativo turístico relevante para a cidade que deseje que o turista conheça a historia e costumes da população local.  

terça-feira, 2 de maio de 2006

A VILA

Verificar no filme, A Vila mito, ideologia e a crise da razão.

O mito 
A presença do mito está na crença do mostro que vive além da fronteira, entre a floresta e a vila. Quando o limite é ultrapassado a fera vinga-se dos aldeões matando os animais. A função desse mito e impedir que as pessoas saia da vila e conheça o mundo que os mais velhos querem manter a distancia. Um mundo em que eles acreditam serem ruim.

A Ideologia 
A ideologia está na maneira que os mais velhos escolheram como ideal para os mais novos, uma vida inspirada nos modelos antigos. Também está presente na idéia que a população tinha dos povos que viviam além da vila. Achavam que eles eram maus, na maneira de interpretar as cores a cor vermelha era considerada má, enquanto o amarelo ocre era a cor que transmitia segurança, a maneira de ver o mundo da personagem cega era diferente dos demais, tanto que a floresta era um lugar cheio de armadilhas de ruídos que causavam temores, independente do mostro, uma pessoa normal não teria tantas dificuldades. 

Crise da ração
Foi o motivo que fez com que os mais velhos se isola-se na vila, pois a razão pretendia criar uma sociedade ideal, mas ela não consegui esta façanha, porque o progresso trouxe pontos negativos como o da história triste de cada uma na vila, que eles queriam manter preso nas caixas.

domingo, 22 de maio de 2005

SANTUÁRIO DO CARAÇA

Apresentação dos dados

Colégio do Caraça no século XIX,pintura do refeitório.

RELATÓRIO DA VISITA TÉCNICA AO CARAÇA 

No dia vinte e dois de maio de dois mil e cinco, os alunos do curso técnico de turismo saíram do Centro Federal de Educação Tecnológica-Cefet em direção a Serra do Caraça. Antes de chegar ao santuário, eles depararam com as belíssimas montanhas que compõem o acervo do Parque Natural do Caraça. Este trecho pertence a Serra do Espinhaço e está localizada entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara. É considerada uma área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. 






História do Caraça 

Foi os bandeirantes que batizaram o local com o nome Caraça, pois ao passarem pelo local identificaram uma formação rochosa que tem o traçado de um rosto gigante visto de perfil.
 
A origem do Complexo histórico do Caraça surgiu com o padre Lourenço. A lenda em torno de sua figura relata que ele teria chegado a serra para refugiar-se da perseguição do Marques de Pombal. Esta autoridade portuguesa teria condenado sua família a morte acusando-os de atentar contra a vida do rei D. José I de Portugal.

Com a morte do irmão Lourenço, o Caraça ficou de herança para o reino, até que D. João VI doou o Santuário ao Lazarista, para que fosse criado um colégio interno. A face mais prospera do Caraça foi a sua fase francesa. Nesta época o colégio se tornou um dos principais centros de educação do país. 

O internato começou com quadro alunos, chegou a ter quatrocentos. Dentre as personalidades ilustres que estudaram esta os presidentes da república  Afonso Pena e Artur Bernardes. 

O Caraça possui ainda inúmeros atrativos que não podemos visitar, por questão de tempo. No espaço encontra a Cachoeira Cascatinha e Cascatona, Pico de Verruguinha, Pico do Inficionado, Gruta do Bocaina, Pico do Sol, Gruta de Lourdes, Pico de Carapuça, Gruta de Pe. Caio, Tabões, Banho Belchior, Tanque Grande, Pinheiro e Cruzeiro. 
Visita técnica. 
 
Ao chegar no complexo do antigo colégio tiveram como atividade caminhar pela trilha da capelinha. Uma dentre tantas que há no parque.

Imagem de satélite do google maps
Através desta imagem de satélite pode-se ver a distância percorrida do Santuário à capela construída no alto da montanha.  

Descampado da trilha.

A capelinha se encontra em uma região de difícil acesso. A 200 m de altura e 2 Km de distancia do Santuário. 

A caminhada teve inicio no estacionamento, próximo ao lago. De lá penetraram a mata por uma trilha estreita. Passaram por uma área aberta, onde os alunos puderam avistar a capelinha enquadrada pelas árvores e pela montanhas.







Portal na trilha
Entraram novamente a num novo caminho cercado pela mata nativa. Na beira da trilha depararam com um portal. Que não tiveram acesso. Já que não foi necessário cruza-lo para se chegar a capelinha. 
Seguiram para o alto caminhando por uma passagem rochosa de difícil escalagem. Para não cair, tiveram que apoiar no cabo de aço que foi estendido pela passagem. Lá tiveram a visão privilegiada do centro histórico cercado pelo verde. 


Finalmente chegaram na capela. A construção é simples e modesta. Não possui torres e nem ornamento. 


A Capela do coração de Jesus
Segundo o professor do cefet, o esforço físico de chegar o local, valeria como penitencia a Deus. Os construtores da capelinha levaram as ferramentas e matérias no lombo de burro. É tiveram muito estorvos na construção, tanto que o cenáculo não chegou a ser concluído. Suas pedras ainda permanecem intacta ao lado da capela.
Ruínas ao lado da capela 

Depois do almoço, que tem o cardápio comida típica mineira feita no fogão a lenha, conhecemos o museu. O prédio foi reconstruido em cima das ruínas da construção que pegou fogo em 28 de Maio 1968. Pode-se observar o estilo construtivo da época, já que as paredes foram deixadas a mostra, revelando as pesadas pedras. Algumas partes ainda exibe marcas do incêndio, pois há rochas que estão ainda tingidas pelo cinza da fumaça.


Museu do Caraça 
No andar de baixo encontra-se o museu que contém as cama onde repousou Dom Pedro II 


A cama usada pelo Imperador 
D. Pedro I visitou o local. Ambos os imperadores demonstraram admiração pelo santuário. D Pedro II deixou registrado esse momento em seu diário, onde elogiou a biblioteca, os alunos e a beleza naturais e arquitetônica. Teria dito: "Só o Caraça paga toda a viagem a Minas".

Contem também o altar da antiga igreja, porcelana dentre outros objetos antigos. já no andar de cima funciona a biblioteca, onde foram armazenados a metade dos livros que sobreviveram ao incêndio. 


Balanças antigas e os pesos

Maquinas de costuras usadas pelos padres para fazer batinas. 

Antigamente o prédio funcionava como biblioteca, encadernação, farmácia, enfermaria e a ala dos internos. Segundo o guia que nos apresentou o local, o fogo começou porque um dos alunos, que cumpria o seu serviço na encadernação, esqueceu o fogareiro elétrico aceso. Este objeto tinha como finalidade manter a cola em banho maria. No museu encontra-se um exemplar exposto. 

Exemplar de fogareiro

Igreja N.S Mãe dos homens


No mosteiro os estudantes visitaram a bela igreja gótica N.S Mãe dos Homens. O templo foi erguido onde existia a primitiva ermita do Irmão Lourenço, Esse novo monumento foi idealizada pelas mão de Pé. Júlio Clavelin. 



No inicio do seu Superiorato. Foi ele o responsável por ampliar a ala direita do edifício colonial, expandindo de 6 para 11 o número das janelas. A data da construção ficou registrada sobre a porta lateral. 



Também, pensando no crescimento de alunos, esteve a frente na edificação na ala esquerda um edifício que liga aos fundos da igreja. 

Contudo a sua obra mais ambiciosa foi a construção do templo neogótico NS Mãe dos homens, iniciada em 3 de Setembro de 1876, onde foi posta a pedra fundamental, por um ex aluno, Dom Luiz Antônio dos Santos, bispo de Fortaleza. 

O trabalho de construção foi penoso para o Padre Clavelin. Ele, que foi engenheiro e arquiteto, por isso recaiu a obrigação solucionar sozinho os mais difíceis complicação da mecânica. Depois resolve-los, realizou a obra com perfeita retidão. Vencendo a ausência de operários capacitados, a falta de ferramentas específica e a dificuldade de transporte. Por fim, após passado sete anos pode ver seu empreendimento realizado, sem ocorrência de nenhum acidente devido às limitações, como o uso de instrumentos primitivo para erguer grandes pedras à uma altura de mais de 40 metros. 

Todavia sua frustração no dia da consagração da igreja foi não ter o comparecimento do seminário maior. Esse tinha voltado para Mariana. O evento ocorreu no dia 27 de Maio de 1883, com o comparecimento dos bispos Dom Pedro Maria de Lacerda, Dom Antônio Correia de Sá e Benevides e Dom Luiz Antônio dos Santos. 

Sobre a Igreja Dom Francisco Silva escreveu:

“Hino de granito aí está na encosta da Serra, cantando estrofes de pedra, torre esguia e alta que, como a invocação de um poema sacro, sobe para o céu, em busca da inspiração; nas finas e delicadas colunas, como cantos diversos do mesmo poema, desdobra-se em episódios, ora singelos e frescos como as manhas, ora trágicos e dolorosos, ponteados de pungentes saudades... e, como último cântico, o altar de mármore, em cujo trono, alvo como a cecém, aparece a Senhora Mae dos Homens, na sua majestade meiga de Mãe, a convidar seus filhos da terra para junto de Jesus, seu filho do céu. Os mestres podem achar defeitos, no conjunto arquitetônico, mas o coração, o coracão dos fiéis acha um deslumbramento que o transporta além das misérias da terra, para essa região da piedade e da crença, toda banhada de claridades místicas."





Análise


A diversidade encontrada no local proporciona o desenvolvimento de vários tipos de turismo. Por exemplo, o turismo cultural, pedagógico e histórico. O acervo arquitetônico presente possui relevância histórica para Minas Gerais e por isso a área construída do santuário foi tombada em 1955 pelo IPHAN. Possui instituições educacionais que é o museu e a biblioteca. Na biblioteca há obras raras e famosas, como Historia Naturale, de Plínio – O Velho, datado de 1489. Esta obra foi editada por ocasião da imprensa de Gutenberg entre os anos de 1450 a 1500. É considerada a primeira enciclopédia.


O turismo religioso é uma das fontes para quem procura retiro espiritual. O ambiente calmo e os templos proporcionam a meditação e o enriquecimento do espirito. Um dos lugares procurado para reflexão e o calvário, onde encontra-se as estatuas que representam a crucificação.

Calvário, um dos atrativos religioso.

Estatuas que representam o sacrifício de Cristo

O relevo, cercado de montanhas, é indicado para quem gosta de esporte, principalmente de longas caminhadas pelo ambiente natural. Pode-se ainda praticar nado em cachoeiras e rios. É recomendável que estas atividades sejam acompanhadas por guias treinados. Já que o risco de acidentes é alto. 

No ecoturismo poderá ser desenvolvido conjuntamento com a conscientização da preservação da natureza. O principal publico para este fim é o estudantil. O professor poderá usar o rico patrimônio e levar os alunos a reflexão sobre a importância do meio ambiente. 


Outro tipo de turismo é o de observação dos hábitos do animais e do estudo de plantas, praticado geralmente por acadêmicos da área biológica. O parque possui uma rica fauna com representantes da espécie macaco guigó, pacas, sagui, sauás, tamanduá mirim, quatis, esquilos, antas, gato do mato e o famoso Lobo Guará e um rica flora com mais de duzentos orquídeas identificadas e raras bromélia, candeias, macaúba, angico, ipê-amarelo. Este tipo de atividade está inserida no chamado turismo cientifico.