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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

MUSEU DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

Um excelente local para aprender história, especialmente sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra mundial, é o Museu da Força expedicionária Brasileira. 

Eu tive a oportunidade de visitar o prédio quando houve um encontro de veteranos. Os relatos desses foram surpreendentes. Primeiro pela dura viagem até a Europa. Segundo, já em terras Italianas, eles tiveram que enfrentar o despreparo com relação ao clima frio, a dificuldade de comunicação pela diferença da língua e os próprios perigos da guerra.

Na Segunda Grande Guerra (1939 – 1945), o Presidente Getúlio Vargas designou que a tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) fossem encaminhadas à Itália para unir-se as forças aliadas que combatia o nazifascismo. Os soldados brasileiros colaboraram em batalhas consideráveis, como as tomadas de Montese, guarida protegida pelos inimigos. Os pracinhas eram soldados que se encontravam na linha de frente dos combates.

Tais méritos destes combatentes não poderiam ser esquecidos. É por isso que o Museu tem a finalidade de resguardar a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

O Museu da FEB é amparado pela Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – ANVFEB. A instituição foi fundada em 1986, mas foi implantada em 1988. O acervo possui inúmeros itens distribuídos em seis salas que rememoram à participação da Força Expedicionária Brasileira na Guerra. Nesse podemos encontrar fotografias, jornais, objetos tridimensionais, armamento e vestuário.









Uma curiosidade histórica que descobri visitando o museu, é o porquê o símbolo da FAB ser uma cobra fumando. Segundo uns dos veteranos, naquela época duvidavam da participar do Brasil na grande guerra. Assim diziam que era mais fácil uma cobra fumar, do que soldados brasileiros lutarem no conflito. No entanto o fato realmente ocorreu e 25 mil pracinhas foram enviados para lutar ao lado dos Aliados contra o nazismo e o fascismo

A cobra vai fumar!” tornou-se lema da Força Expedicionária Brasileira, surgindo em vários registros da época. Também foi anexada nos uniformes das tropas. A vários exemplares expostos no museu.






















sexta-feira, 3 de julho de 2015

MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS

HISTÓRICO

O museu de Ciências Naturais (MCN) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais foi inaugurado em Julho de 1983. Foi criado para ser um espaço interdisciplinar da Universidade a serviço da comunidade. O museu funcionou durante 15 anos em um pequeno espaço adaptado, no departamento de Ciências Biológicas. Um novo prédio foi construído em 1998, para abrigar o acervo já existente em lugar apropriado às atividades científicas, educativas, culturais e de extensão. O projeto abrange 10.000m² na construção do novo prédio, sendo que 4,500m² já foram construídos, principalmente para as áreas de exposição permanente e laboratórios, destinados a coleções, reserva técnica e pesquisas administrativas. Em Agosto de 2002 o museu abriu suas exposições ao público. O MCN é filiado ao ICOM (Conselho Internacional de Museus, associado à UNESCO) e a ABCMC (Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências).

OBJETIVO

O MCN tem como missão servir a comunidade acadêmica da PUC Minas com o seu espaço diferenciado e interdisciplinar. O museu é aberto aos visitantes interessados pelas ciências naturais, por meio da apresentação de exposições, educação e pesquisa. Seus objetivos são: desenvolver pesquisas em ciências naturais; proporcionar uma experiência educativa para os visitantes; promover eventos culturais e oportunidades para o público; preservar os patrimônios naturais, históricos e culturais do Brasil.

INFORMAÇÕES GERAIS

O MCN é de fácil acesso, ele conta com uma grande quantidade de placas de indicação turística espalhadas pela cidade que vão conduzindo o visitante até o local.

Localização
Está localizado na cidade de Belo Horizonte, no bairro Coração Eucarístico, situado na Av. Dom José Gaspar nº 290. CEP: 30.535-610.

Como chegar ao museu
Há diversas linhas que podem levar a população de Belo Horizonte e região metropolitana até o museu, são eles: 5401 (São Luiz/ Dom Cabra); 9410 (Sagrada Família/ Coração Eucarístico); 4111(Dom Cabral/ Anchieta); 4110 (Dom Cabral/ Santa Maria); 403 (Gameleira/ CEFET); 21 (PUC/ BH Shopping). Além do metrô estação Gameleira, existe uma frota de táxi bem em frente à faculdade.

Contatos
O MCN atende ao público pelos telefones: geral (31) 3319-4152, fax:(31) 3319-4993; E-mail: museu@ pucminas.br; Setor de Educação: (31) 3319-4520; E-mail : mcn.educação@pucminas.br.

Horários de funcionamento
Os horários de visitação são: 3ª,4ª a 6ª feira: 8:30 às 17:00 h; Quintas-feiras:13:00 às 21:00h; Sábados e feriados: 10:00 às 18:00h. As excursões escolares devem ser agendadas no setor de educação. Os ingressos em preços promocionais são de R$ 3,00, com um desconto para as escolas públicas e instituições filantrópicas.

Estacionamento
O MCN tem um estacionamento próprio para seus funcionários. Os excursionistas e visitantes do museu devem estacionar do lado de fora do museu ou em uma vaga dentro do estacionamento da própria faculdade.

Espaço para portadores de necessidades especiais
Há um espaço adaptado para usuários de cadeira de rodas, com rampas e elevadores. Tem o seu uso restrito a funcionários, gestantes, idosos e deficientes físicos.

INFRA- ESTRUTURA

Logo na entrada do museu existe um guarda volumes, onde o visitante recebe um número de identificação dos seus objetos, com o desenho do símbolo do museu, de forma bem atrativa para o público infanto-juvenil. No mesmo ambiente da entrada, ainda existe uma exposição de fotos de plantas, feitas por biólogos durante as suas pesquisas. As visitas são monitoradas por funcionários e por alunos estagiários dos cursos de Pedagogia, História, Geografia, Turismo e Ciências biológicas. Eles são selecionados e treinados para atender ao público, passando orientação sobre as medidas de segurança dentro do museu, informações sobre o acervo e realizam trabalho na área do lazer cultural com as crianças.
No segundo andar um dispositivo eletrônico de multimídia que permite ampliar o conhecimento dos visitantes sobre o tigre, porco, capivara dentre outros. Esse dispositivo informa os hábitos, aparência e a estrutura óssea do esqueleto da cabeça do animal, em 3 dimensão, demonstrando o movimento da mandíbula.
Do lado externo do museu foi construído um jardim, com o objetivo de atrair borboletas de forma natural, para que haja a polinização das flores e as borboletas se proliferem no ambiente, sem que sejam presas, como em um borboletário. Na mesma área externa, são feitas as replicas de vertebrados voadores por um artista plástico que usa materiais químicos, massa importada, dentre outros produtos fazendo deste modo os  moldes dele. O artista trabalha em uma pequena casa próxima ao jardim e ao mini teatro de arena, onde as crianças recebem as oficinas de balão e de artes.



Próximo ao jardim das borboletas, foi adaptado um espaço onde as crianças podem lanchar, enquanto descansam da caminhada. este local é provisório no museu, existe um projeto de ampliação do MCN assim poderá atender melhor a comunidade e as excursões escolares. Serão construídas: lanchonete, auditório e espaço para as exposições, uma vez que a sala próximo à entrada foi adaptado para receber as escolas e passar as informações necessárias.
Os ambientes que separam as exposições foram desenhados e planejados por artistas plásticos e biólogos que trabalham no museu. Foram usados na construção das divisórias que fazem a separação dos ambientes, materiais reciclados como papel e metal, buscando trazer um contato mais próximo e real do meio com o visitante.  A exposição da água foi climatizada com um som de baleia e águas, dando a impressão de se estar no fundo do mar.
            O museu tem uma equipe especializada composta por 18 profissionais da área técnica e 8 da área administrativa. Existe a oportunidade de estágios para os alunos de graduação da PUC Minas, nos cursos de Ciências Biológicas, Exatas, Humanas e Sociais. No momento são 30 estagiários bolsistas e 40 voluntários, que atuam como monitores para visitantes, com atividades educativas e de pesquisa, e em projetos de diversas áreas. Durante toda visita os monitores dão explicações sobre todos os aspectos e curiosidades das obras expostas. Eles são uniformizados para uma melhor identificação para os visitantes. Existem bebedouros e banheiros bem distribuídos entre os andares, com banheiros adaptação para deficientes que usam cadeiras de rodas.
Os laboratórios da reserva técnica de Paleontologia, onde ficam os originais, são disponibilizados para pesquisas de estudantes de biologia e profissionais da área. È o local onde as réplicas são montadas antes de serem colocadas no museu. As salas dos laboratórios são adaptadas com a temperatura adequada para conservar as peles dos animais, assim não a perda dos pelos  e nem desidratação da pele quando forem montadas para a exposição. Estas peles são doações vindas do zoológico e do IBAMA, quando são apreendidas ou quando os animais morrem. Nos casos de animais mortos que chegam ao museu, os biólogos, responsáveis pela montagem, fazem a extração da pele do animal e os procedimentos necessários para a sua conservação.
A reserva técnica também recebe grupos de pesquisadores que doam materiais fosseis, realizados durante suas pesquisas.  Existem outros laboratórios de reservas técnicas dentro do museu, tais como: Mastozoologia, Ornitologia, Herpetologia. Eles são de tamanho menor, porém com a mesma importância.
Durante a pesquisa realizada no MCN, o grupo pode observar algumas pequenas deficiências, para serem revistas na nova execução e ampliação do projeto: em relação aos animais empalhados, expostos no museu. É necessário que haja uma entrada de ar para ventilar na exposição onde eles estão. Sobre o acesso de portadores de necessidades especiais, os cegos ainda não foram incluídos, pois, não há uma forma de leitura em braile para eles ou qualquer forma de apreciar as peças expostas. A entrada da caverna ainda não foi adaptada para o uso de cadeirantes, pois é muito estreita.

ACERVO

O MCN abriga um importante acervo de zoologia. Guarda a maior coleção de Paleontologia (fósseis) descoberta de mamíferos do Pleistoceno da América do sul, possui aproximadamente 60.000 peças, com fósseis de animais e plantas extintos há cerca de 11.000 anos; animais empalhados da fauna brasileira; Objetos pertencentes ao naturalista Peter W. Lund; esqueleto de alguns mamíferos ainda existentes como elefante e baleia. Há uma exposição de conchas, Ouriço-cacheiro e artesanato com matéria prima marinha; a representação de uma caverna e do cerrado, sobre o olhar de Guimarães Rosa.
Alguns esqueletos montados são replicas, pois os originais estão guardados na reserva técnica, isto se deve a cuidados de conservação no processo de montagem que ao ser realizada nos originais danificariam as peças.
O prédio tem aproximadamente 4.500 m² de área construída e preparada para receber 1000 visitantes por dia. Este espaço conta com salas de exposições das coleções científicas de: Herpetologia (ramo da biologia que estuda os répteis e os anfíbios); Ornitologia (estuda as aves), mastozoologia (ramo da zoologia que estuda os mamíferos) e Paleontologia (Ciência que estuda fosseis, resto de seres vivos contidos em rochas sedimentares) (Barsa 1,416). O acervo tem crescido devido aos projetos de levantamento faunístico, de estudos ambientais e de escavações paleontológicas, assim como os convênios e parcerias realizadas com outras instituições.
Tem cerca de 17.000 exemplares, nas coleções neontológicas: plantas, animais invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos atuais.
A exposição permanente é dividida em uma área de 2.500m² em três andares e tem como finalidade educar os visitantes:

1º andar: Era dos Répteis
O tema desta exposição é a dominação dos répteis sobre a terra. Há mais de 65 anos, estes animais pré-históricos se caracterizam por serem os primeiros vertebrados a se tornarem independentes da água, diferentes dos anfíbios não necessitam da água para pôr seus ovos. Eles utilizavam a areia como ninho e incubadora. Estes grupos apresentavam diversidades que permitiam exceto nos pólos, serem encontrados em todos os ambientes da terra.  A exposição começa com o esqueleto de um dinossauro carnívoro (Carnotauro) originário da América do sul, os répteis voadores (Pterossauros), descobertos no Brasil e em outras localidades do mundo e o Jacaré-Gigante (Purussarus brasiliensis), o maior crocodiliano já encontrado.

2º andar: História Natural de Minas Gerais
Logo na entrada desta exposição o museu faz uma homenagem ao naturalista Peter W. Lund, com um cenário onde estão expostos objetos pertencentes a ele, como as primeiras imagens feitas em Minas Gerais, logo após a invenção da máquina fotográfica, a arca onde ele guardava objetos que enviava para a Dinamarca, seu país de origem, além de uma réplica do seu escritório com desenhos de animais. Fazia suas pesquisas, em Lagoa Santa, cidade que hoje abriga um museu com o seu nome, no local onde ele morava.
Foi feita uma réplica de uma caverna, remontando um ambiente com aspectos de sua formação e evolução, possibilitando ao visitante vivenciar e observar as formações de estalactite e estalagmite, e visualizar animais pertencentes a este espaço como corujas, morcegos, ratos, aranhas, lagartixas, peixes albinos, cobras, etc. e poder se relacionar com a fauna e vegetação além de processos de fossilização.
Símbolo do museu, o tatu Gigante (Papatherium Humboldt) –. Escolhido para representar o museu por ser um animal típico da fauna extinta brasileira e pelo fato de ser o fóssil mais completo encontrado até agora e dessa espécie ter sido encontrada pela equipe de pesquisadores de paleontologia da faculdade. A peça é original e tem cerca de 10 mil anos.




Na parte da arqueologia esta exposta à cultura dos homens pré-históricos ancestrais de grande parte dos índios mineiros, com ossadas, cerâmicas, ferramentas e outros objetos.  Nesta exposição está a ossada de Luzia, a mais antiga mineira, que morou no cerrado de Minas Gerais, seu fóssil é o mais antigo das Américas.  0 grupo do qual Luzia fazia parte é conhecido como "Homens de Lagoa Santa",

Luzia era uma mulher baixa, de apenas 1,50 metro de altura. Comparada aos seres humanos atuais, tinha uma compleição física relativamente modesta para seus 20 e poucos anos de idade. Sem residência fixa, perambulava pela região onde hoje está o Aeroporto Internacional de Confins, nos arredores de Belo Horizonte, acompanhada de uma dúzia de parentes. Não sabia plantar um pé de alface sequer e vivia do que a natureza agreste da região lhe oferecia. Na maioria das vezes se contentava com os frutos das árvores baixas e retorcidas, uns coquinhos de palmeira, tubérculos e folhagens. Em ocasiões especiais, dividia com seus companheiros um pedaço de carne de algum animal que conseguiam caçar. Eram tempos difíceis aqueles e Luzia morreu jovem. Foi provavelmente vítima de um acidente, ou do ataque de um animal, e não teve direito nem mesmo a sepultura. 0 corpo ficou jogado numa caverna enquanto o grupo seguia em sua marcha errante pelo cerrado mineiro. Durante 11500 anos, Luzia permaneceu num buraco, coberta por quase 13 metros de detritos minerais. Agora, passados mais de 100 séculos, a mais antiga brasileira esta emergindo das profundezas de sítio arqueológico para a notoriedade do mundo científico.
                                                                                              (VEJA 25 de Agosto 1999)                                                                                      

O Cerrado mineiro é representado sobre o olhar do escritor Guimarães Rosa, no livro Grandes Sertões Veredas. Grande parte do território de Minas Gerais é coberto pelo cerrado, 20% ainda permanecem naturais. Este tema é dividido em três tempos: Manhã, tarde e noite. São demonstrados animais empalhados como o lobo guará, tatu, perdiz, jacaré e onça-pintada.
Todas as informações são passadas pelos monitores, além dos escritos nas placas de identificação das peças, informações nas paredes e um computador equipado com multimídia. As informações são transmitidas de forma clara e com muita criatividade e boa apresentação.

3º andar: Mamíferos do mundo
Neste andar estão representados os mamíferos de forma geral, através de fosseis de Elefantes, mostrando sua evolução, ecologia e sua biologia. Esqueletos de duas espécies atuais (africana e asiática) e o fóssil da espécie mastodonte, encontrado em Minas Gerais, e o esqueleto de Joca, um famoso elefante do zoológico de Belo horizonte.
Diferentes e curiosas modificações que a pele de um Ouriço-cacheiro, pode apresentar na fauna atual. E a exposição de esqueletos da mandíbula de uma Baleia em fase de montagem, as baleias Minke e Cachalote.
            Peixes raros na antiguidade são expostos dentro de quadros compondo uma decoração bem moderna. Os ouriços e conchas também colaboram com a decoração do lugar, que é ambientado com sons de água e baleias.



 RELAÇÕES DO MUSEU COM O PÚBLICO E A COMUNIDADE

O museu apóia projetos que incentivam ao público a visitar o museu, principalmente as crianças, através de um pacote de férias, é possível realizar várias atividades como, o pesquisador mirim aos Sábados onde as crianças podem vivenciar, na área externa, uma simulação de escavações feitas em uma trilha na mata, elas recebem coletes, lupa e binóculos para explorar a “trilha do tatu” e escavar um “sitio paleontológico”. Estas trilhas são realizadas com a presença de biólogos e pedagogos, com trechos que serão adaptados para receber portadores de necessidades especiais. São realizadas orientações para professores fazerem planejamentos da visita  de seus alunos ao museu.
Tem uma programação em algumas atividades em datas comemorativas, como: O dia Mundial da água (22 de março); O dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho); O aniversário do Museu ( 21 de agosto); O dia do Biólogo (03 de setembro); A semana da criança (outubro) e A semana de Ciência e Tecnologia.
O museu se envolve em campanhas sociais como a campanha da fraternidade de 2004. Foi cobrado para entrar no museu 1Kg de alimentos não perecíveis ( óleo, arroz e feijão de preferência). Os visitantes podem fazer parte de uma votação para escolher o nome da mascote do museu: Lineu, Darwin e Pampatu. (o Pamapatério) espécie de tatu gigante.
Na entrada do museu, um grande Tatu feito de material reciclado representa o museu, trazendo a parte artística e criativa para os visitantes. Existe um espaço para exposições temporárias com fotos de naturalistas com temas como: Asas da liberdade do médico e naturalista, Márcio José de Araújo e exposição de Eduardo Parentoni Brettas, com a finalidade de trazer o respeito à natureza. Logo após a inauguração da exposição houve o plantio de mudas no jardim das borboletas.
O museu desenvolve pesquisas na área de zoologia e conservação ambiental. Os projetos são patrocinados por FIP, PROBIC, empresas privadas, instituições de pesquisas governamentais e não governamentais. Desta maneira vêm aumentado à coleção do museu com mamíferos, aves, répteis e anfíbios. O MCN e a PUC Minas tem parcerias com outras faculdades do interior do estado de Minas Gerais e atende as necessidades dos alunos de biologia do interior, que queiram ter uma experiência durante seu período de férias, trabalhando no museu e em seus laboratórios.
Os projetos de pesquisa têm contribuído para a iniciação científica de alunos do curso de ciências biológicas, pois, através destes pode-se participar como estagiários, bolsistas ou voluntários, realizando trabalhos de campo e de laboratório. Os resultados são publicados em artigos científicos, painéis e resumos apresentados em eventos. O museu realiza a exposição itinerante do cerrado em outros lugares, onde são convidados, com, escolas, shoppings e cidades vizinhas da capital mineira, visando  uma interação com a  sociedade.
A área de comunicação do museu disponibiliza informações na Internet, divulgando o museu e os eventos que acontecem nele.

ANÁLISE DA UMA PEÇA

GLIPTODONTE



Doedicurus clavicaudatus(OWEN, 1874).
A princípio tem se a impressão que estamos diante de uma pedra, como uma tartaruga gigante, com uma calda desproporcional ao seu corpo. Tem quase o tamanho de um fusquinha e pelo seu formão arredondado e volumoso a especialidade é horizontal. Seu fóssil tem a cor acinzentada, é um quadrúpede. Observa-se que era um animal muito lento, pelo peso que carregava nas costas. Pelos dentes nota-se que não era um animal perigoso, pois, seus dentes não são pontiagudos e nem muito grandes, como os demais animais de sua época. Esta no mesmo espaço que outros fosseis conhecidos de tatus atuais e também com o original do Tatu símbolo (Papatherium Humboldt), que é a mascote do museu, para que o visitante possa comparar suas diferenças, semelhanças e proporção em relação aos outros. A peça tem uma importância social e cientifica, pois, ela é necessária para estudos de cientista ou educar os leigos sobre o animal, sua característica física e possíveis hábitos  .

O Gliptodonte (Gltptodon clavipes; do latim dente de pedra).
Pertencente a América latina este mamífero media cerca de 3 m de comprimento e pesava cerca de 1,4 Toneladas. Pelo seu peso e tamanho acredita-se que não era muito veloz, mas isto não quer dizer que ele fosse uma presa fácil, pois tinha em sua calda espinhos. Sua rígida carapaça protegia sua carne deste modo o predador, para matá-lo, tinha que virá-lo ao contrário, uma tarefa difícil, devido o seu peso e a sua defesa com a calda. Alimentava-se de plantas, foi extinto devido à escassez de alimento. Pertence a ordem Xenarthra (desdentados) da família Glyptodontidae. É ancestral dos atuais tatus.


FICHA TÉCNICA DO MUSEU

- Coordenação:
Prof. Edeltrudes Maria Valadares Calaça Câmara

- Assessoria de coordenação:
            Maria Tereza Young

- Laboratórios de reserva técnica:
           
Paleontologia:
                        Prof. Dr. Castor Cartelle Guerra (curador e consultor)
                        Prof. Virgínia Simão Aduhid (pesquisadora)
                        Mauro Agostinho Ferreira (paleo-técnico)
Mastozoologia:
                        Prof. Edeltrudes Maria Valadares Calaça Câmara
                        Prof. Leonardo Carvalho Oliveira ( pesquisador)
Ornitologia:
                        Prof. Bruno Gárzon Câmera (curador e pesquisador)
Herpetologia:
                        Prof. Luciana Nascimento ( curadora e pesquisadora)

- Área de Educação:
            Ana Paula Gotchalg Duarte (bióloga)
            Cristiane Casar Coelho
            Letícia Souza lima Guimarães (bióloga)

-Exposições de arte:
            Bruno Machado kraeme (biólogo)
            Marco Aurélio Cerqueira Veloso (biólogo)

BIBLIOGRAFIA:
Museu de ciências naturais da PUC Disponível emn http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/int.htm acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.universa.com.br/html/noticia_dentrodocampus_bbici.html, acesso 17/08/06

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.universa.com.br?noticia/materia_clipping_imprimir.jsp?not=30945,  acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.icbs.pucminas.br/?pag=museu acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.pucminas.br/museu acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.pucminas.br/museu/index.php?menu=374&cabecalho-2&lateral=1 acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.universia.com.br/html/noticia/noticia_clipping_dajef.html acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em http://www.pucmg.br/pucinforma/materia.php?codigo=127&PHPSESSID-e9a3fd79965. acesso: 17/08/03

Museu de ciências naturais da PUC Disponível em  http://www. hystoria.hpg.ig.com.br/luzia.html, acesso: 17/08/03


Entrevistados:
            - Tomaz de Souza (estudante de Turismo da PUCMinas - 8º período)
            - Marco Aurélio Cerqueira Veloso (biólogo – trabalha na área de montagem do                                                   laboratório Pleistoceno do MCN da PUC Minas e desenvolve                                                 pesquisas  sobre morcegos)                    

            - Marcelo Viana (artista plástico – trabalha no MCN criando replicas de aves)

domingo, 11 de maio de 2008

VITORIANO VELOSO - PRADOS

INTRODUÇÃO

O turismo tornou-se uma importante atividade econômica do século XX, isso se deve a alguns fatores como urbanismo, industrialização, o aumento do nível de negócios, uma maior disponibilidade de renda, aumento de tempo livre, etc. A atividade turística traz contribuições significativas para outros setores e ocupa uma posição de destaque nas relações econômicas, sociais e políticas da sociedade.

Apesar desta área apresentar ganhos consideráveis e ser uma fonte de renda para diversas localidades gerando emprego, melhorando a infra-estrutura básica etc. Se esta atividade não for bem estruturada ela pode trazer malefícios à região receptora, desgastando a atratividade do local. Por isso é fundamental conhecer os agregados da oferta e da demanda para a realização do planejamento turístico que é um processo de analise da atividade turística de um determinado espaço geográfico. Estabelecendo diretrizes com as quais se pretende impulsionar, coordenar e integrar o conjunto macroeconômico em que se está inserido.

No desenvolvimento da atividade turística é necessária para oferecer uma melhor condição de vida a população, por isso é importante realizar o planejamento urbano, pois é ele quem solucionara os problemas urbanístico com a distribuição de infra estrutura física, ordenação do espaço, criação  de leis e de infra estrutura social. Este é um instrumento fundamental para o crescimento de um município como de Prados.

Prados localiza-se no campo das Vertentes a 232 km de Belo Horizonte. Tem acesso pelas rodovias BR-040, BR-383 e BR-265. Faz divisa com os municípios de Coronel Xavier Chaves, São João Del-Rei, Resende Costa. e a Tiradentes e esta inserido no Circuito Trilha dos Inconfidentes, da Estrada Real e Associação das Cidades Históricas.

O município pertenceu a São José del Rei, atual Tiradentes de 1718 a 1890 e emancipou-se em 1890. O povoado originou-se no inicio do séc XVIII, quando membros da família Prado, vindo de Taubaté, fixaram-se na região com o objetivo de explorar o ouro.  Com o esgotamento das jazidas, houve o desenvolvimento de pequenas indústrias no arraial de Prados, que transformou a localidade num importante centro mineiro de exploração industrial e artesanal do couro. Enquanto o distrito de Bichinhos transformou-se em importante centro de artesanato na região devido a Oficina de Agosto criada por Antonio Carlos Bech .

Vitoriano Veloso recebeu o apelido de Bichinho no final do século XV, pela forma como os pequenos animais, principalmente os macacos, apareciam aos bandos para comer os restos dos alimentos deixados pelos garimpeiros.  O distrito pertence ao Município de Prados oficialmente desde 1938.

O clima geralmente é frio, por causa da altitude, a vegetação é o cerrado e o relevo é formado por planalto. Contem ruas, casarões e igrejas tombadas pelo Patrimônio Histórico.  Prados destaca-se na área cultural, sobretudo no campo da música. A Corporação Banda-Lira Ceciliana, criada em 1858, até hoje mantém orquestra sacra, banda de música e coral.

CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO / DISTRITO

Prados faz parte do circuito Trilha dos Inconfidentes que é composto pelas cidades, de Antônio Carlos, Barbacena, Barroso, Carrancas, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Dores de Campos, Entre Rios de Minas, Ibituruna, Lagoa Dourada, Madre Deus de Minas, Nazareno, Piedade do Rio Grande, Resende Costa, Ritápolis, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, São Tiago, Tiradentes.

A região é caracterizada pelos eventos que acontecem durante o ano, o Festival de Inverno em São João Del Rei, a festa das Rosas em Barbacena, o festival Gastronômico e a amostra de cinema em Tiradentes. Em toda a região do Circuito pode-se verificar uma rica e variada produção artística, destacando o artesanato de grande versatilidade e beleza, marca da identidade, tradição e criatividade mineira. Um dos maiores produtores de artesanato é o distrito de Vitoriano Veloso, conhecido como Bichinhos no município de Prados.

O município de Prados é uma cidade setecentista, que mantêm ainda em seu centro histórico, igrejas e casarões bem conservados. Segundo a tradição, o povoado se formou através de uma bandeira chefiada pela família Prado. Formando um núcleo de mineração que mais tarde tornou-se o Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Prados.

O fato de o lugar ter sido passagem de boiadas e tropas muito contribuiu para o desenvolvimento da localidade. Em 15 de abril de 1890, o arraial foi elevado à vila e, um ano depois, a vila foi elevada à cidade.

Prados conserva também sua tradição musical que tem origem nas cerimônias religiosas dos séculos XVIII e XIX. E no mês de julho, é realizado ali um festival de música erudita que faz parte do calendário dos eventos mais importantes do Estado. Em Prados viveu a mulher considerada como a mais atuante no movimento da Inconfidência Mineira - a rica pradense, Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, mulher do inconfidente Francisco Antônio de Oliveira Lopes. O casarão que lhe serviu de residência após o degredo do marido é hoje um atelier de artesanato que fica em frente à Igreja Matriz. Também é a cidade onde nasceu e viveu o único inconfidente negro, Vitoriano Gonçalves Veloso que nasceu na localidade em 1803. Em 1894 passou a ser denominado Vitoriano Veloso em homenagem a este Inconfidente.

No começo do século XVIII Bichinho era parte do território da Vila de São José Del Rei, atualmente conhecido como Tiradentes, o povoado se formou, por causa da exploração aurífera, ocupando posição de destaque em seu entorno. Recebeu o apelido de Bichinho no final do século XV, pela forma como os pequenos animais, principalmente os macacos, apareciam aos bandos para comer os restos dos alimentos deixados pelos garimpeiros.

Aspectos gerais (geográficos, socioeconômicos, ambientais e infra-estrutura básica)

O município de Prados encontra-se há 190 km de Belo Horizonte, tem uma área de 261,41 km², possui 7.703 habitantes e é banhado pelo Rio da Morte e o Ribeirão do Pinhão que está inserido na bacia do Rio Grande.

A vegetação que mais caracteriza a região é a dos campos de altitude, principalmente, nas áreas de maior elevação. Nos cursos d’água são encontradas matas de galerias ou ciliares e em manchas esparsas ocorre à vegetação de cerrado.

O relevo é um planalto, onde o processo de erosão é maior do que o processo de sedimentação. A principal formação rochosa do município é a serra de São José que é composta por um paredão de quartzito. Ela é uma unidade de conservação que preserva a Mata Atlântica, onde vivem diversas espécies de animais de pequeno porte, como micos Tamanduás, jaguatirica e varias aves. A Serra é compartilhada pelas cidades de Coronel Xavier Chaves, São João Del Rei, Tiradentes, Prados, Santa Cruz de Minas.

O distrito de Vitoriano Veloso, chamado também de Bichinho, possui aproximadamente 769 habitantes e 37 famílias, fica a 12 km do município de Prados e 8 km de Tiradentes. O caminho para se chegar ao distrito a partir da capital mineira é pela BR-040, em direção ao Rio de Janeiro, logo após Congonhas, pela BR-383 em Direção a São João Del Rei, no trevo para Prados, seguindo 12 km. O acesso para se chegar ao distrito é por uma estrada de terra que oferece um belo visual dos contornos da Serra São José.

As casas próximas a oficina de Agosto, que esta localizada na estrada Real entre Tiradentes e a entrada de Bichinho, são maiores, geralmente de dois andares e são bem mais trabalhadas do que as do centro. A arquitetura caracteriza-se pelo retorno as casas típicas de minas que são as casas de Adobe e do estilo colonial.

O distrito apresenta apenas um posto de saúde que atende toda a população de Bichinhos, não há posto policial e o transporte não é adequado para se chegar ao distrito, não há sinal de celular. A população é atendida pelos serviços de energia elétrica, água tratada, coleta de lixo, serviço de esgoto, porém, não há dados específicos do distrito, sobre a porcentagem da população atendida pelo poder publico responsável pela infra-estrutura básica. Os dados obtidos são gerais, isto é, pertence ao município: Sendo que 90% da população recebem água tratada, 95% possuem energia elétrica, 40% possuem serviço de esgoto, há serviço de coleta de lixo e o município tem aterro sanitário.

As principais atividades econômicas do município são a Indústria de artefatos de couro e de produtos alimentícios como aves, pecuária produção de leite, queijos, lavouras de café, mandioca, milho e feijão. Contém uma população ativa é de 3.274 pessoas, 21% no setor agropecuário, extração vegetal e pesca 34% na indústria, 8% no comercio de mercadoria e 37% no setor de serviços. Já no distrito de Vitoriano Veloso destaca-se a produção artesanal e o turismo.

O artesanato é a uma das atividades econômicas mais significativas, principalmente em Bichinho, onde a maioria da população esta inserida nesta atividade ou é beneficiada por ela. Destaca-se a produção em madeira e o trabalho com materiais reciclados. Assim o turismo cultural é o grande propulsor da renda local, gerando emprego, desenvolvendo do comércio, abrindo pousadas, restaurantes, incentivando a produção artesanal e melhorando o patrão de vida da população.

Aspectos Legais e administrativos – Organização Política
O município não tem nenhuma lei turística, nem lei complementar, porém, possui lei Orgânica, que pode auxiliar as ações do turismo no local.  Ainda não tem o plano diretor, mas, há uma parceria com a universidade de São João Del Rei para a sua elaboração. Por causa da falta desta lei, passa por alguns problemas nas construções, como por exemplo, construções desordenadas e problema de trânsito.

A falta de um plano diretor impossibilita o poder publico de intervir na comunidade de Bichinho, pois há um crescimento desordenado do comercio entorno da cidade de Tiradentes, influenciando a instalação de lojas em Bichinho. Algumas lojas instaladas no distrito são de empresários que não fazem parte da comunidade de Bichinho, estes trazem artesanato que não são do local.

 Os departamentos do município acumulam funções, pelo fato do município ser pequeno e o poder publico não ter muito recurso para investir. Por isso o Departamento de Turismo, administra também a Cultura, o Esporte e o Lazer; a Secretaria de Abastecimento, que gerencia o Meio ambiente e a Agropecuária.

Existe o Departamento Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer com o objetivo de Desenvolver o turismo no município, dando apoio e incentivo às manifestações culturais e as atividades esportivas. Junto com este departamento, funciona o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, que tem como finalidade criar ações que visão preservar o patrimônio da cidade de Prados, receber e analisar proposta de tombamento e cancelamento, bem como autorizar o acesso á documentos relacionados ao processo de tombamento. Realizar estudos sobre o impacto da vizinhança na paisagem urbana, e do patrimônio e de acordo com os interesses públicos fixa diretrizes.

Em governos anteriores a comunidade de Bichinho, passou por um período de recessões na agricultura, com a criação da APA – São José, não se podia plantar mais no local, considerado reserva ambiental

DIAGNÓSTICO

Análise do ambiente interno
Em governos anteriores a comunidade de Bichinho, passou por um período de recessões na agricultura, com a criação da APA – São José. Os locais onde se faziam plantios foram impedidos de continuar a prática agrícola, pois passou a ser local de reserva ambiental. Muitas famílias tiveram de sair do local da reserva e assim não tinham mais plantio de subsistência. Até que chegou ao distrito o artista Plástico Antonio Carlos Bech, conhecido com Toty. Ele começou a ensinar  o ofício do artesanato há comunidade, para que eles tivessem uma opção de renda. Fundando assim, a Oficina de Agosto. Por causa desta iniciativa é que ocorreu o crescimento de Bichinho, sem a dependência do poder publico de Prados.

Atrativos turísticos
Atratividade
A atratividade de Bichinho esta na simplicidade da forma como vive a comunidade. Tem como característica a tranqüilidade do interior, sem nenhum tipo de vestígio de vida urbana. As ruas são calçadas, as casas de adobe e a comida simples do interior sem muito requinte, mas saborosa, chama a atenção do visitante urbano, que escolhe visitar a cidade.

Há uma grande diversidade de produtos que são encontrados em lojas espalhadas dentro do distrito. Em algumas delas se encontram oficinas de artesãos onde se pode acompanhar todo o processo da produção artesanal. A mais importante delas é a Oficina de Agosto que é uma espécie de pequena indústria manufatureira, onde trabalham vários artesãos do distrito.

 As idéias da produção dos objetos nascem de Antônio Carlos Bech conhecido como Toty que repassam para seus ajudantes produzirem as peças criadas por ele.  Bichinho conseguiu com isto ter um estilo próprio de artesanato que encanto os visitantes de outros estados do Brasil e também os estrangeiros.

Atrativos Naturais 
Serra São José
A Serra São José tem a sua importante em Bichinho. Possui três unidades de conservação que são a Área de Proteção Ambiental (APA) São José, O Refúgio Estadual de Vida Silvestre Libélulas da Serra São José e a Área de Proteção Especial Serra São José. Estas Unidades de Conservações pertencem a cinco municípios, Tiradentes, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, Coronel Xavier Chaves e Prados, porém, quem administra as áreas não são os municípios, mas o Instituto Estadual de Floresta-IEF. Prados não utiliza a serra para a atividades turísticas.
Sede da APA São josé

A Serra se encontra na microrregião dos Campos das Vertentes, possui 13 km de extensão, formada de quartzito que tem a forma de um paredão. É uma área especial, pois, apresenta uma grande diversidade de ambientes em um espaço considerado pequeno. Em sua região sul, no decorrer dos contrafortes da Serra, há um dos maiores fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, na parte norte, tem mata de galeria alastrando-se até o cerrado e nas áreas de maior altitude campos rupestre. Abrigam cerca de 120 espécies de libélulas, que são quase 50% das espécies conhecidas em Minas Gerais, além de lobos Guará, Jaguatiricas, cachorros do mato, veados, quatis, tucanos, maritacas, sanhaços, pardais, tico ticos, jacas, garça, seriemas, urubus e o gavião rei. Sua flora apresenta mais de 200 espécies catalogadas de orquídeas dos quais cinco são especificas da região.
Serra São José

Nos séc. XVIII e XIX, a Serra ela foi explorada pela mineração de ouro. Quando este metal esgotou, a mata regenerou-se parcialmente. Antes de ser instituída como unidade de conservação alguns espaços foram desmatados para serem utilizados pela agricultura de milho, feijão e o arroz. Estas atividades foram proibidas, no entanto ainda hoje há áreas sendo cultivada. No século XXI ocorreram de queimadas, desmatamento por causa da expansão urbana.

Atrativos turísticos artificiais


Atrativos turísticos históricos-culturais 
O distrito apresenta atrativos histórico-culturais como a Igreja Nossa Senhora da Penha de França, e também naturais e ecológicos, como a Serra de São José.

As características originais das construções do inicio do povoado perderam-se no tempo, restando apenas algumas casas de Adobe e a Igreja de Nossa Senhora da Penha de França localizada no centro do distrito. Mas com o fluxo de turistas vindos de Tiradentes, há uma tendência, principalmente dos comerciantes, de construir casas que lembrem o estilo colonial e as casas de adobe que existiam no local.

A Igreja Nossa Senhora de França encontra-se em bom estado de conservação tanto no seu exterior quanto no interior, pois em 2002 e 2004 foram feitas obras de restauração através do emprenho da comunidade e de alguns órgãos, como o Fundo Nacional de Cultura e o IPHAN.
Não se sabe exatamente quando foi erguida a Igreja, mas no final do século XVIII, ela foi ampliada com emprego de pedra sabão. Sua fachada é simples, porém, seu interior é mais detalhado. A talha do altar-mor foi construída no estilo rococó, atribui-se a Salvador de Oliveira.
Igreja Nossa Senhora de França

Os retábulos laterais são em madeira recortada com colunas lisas, as pinturas da nave foram feitas por Manoel Victor de Jesus e tem como figura central a santíssima trindade coroando a Virgem Maria no céu cercada por anjos. Já na capela-mor apresenta Nossa Senhora da Penha, ladeada por balcão com flores e a hierarquia angelical. Nos retábulos, púlpito, forro e no coro apresenta decoração em forma de conchas, conhecidas com rocailles. Além de elementos florais e marmorização.

Apesar de a Igreja ser um forte atrativo do distrito de Bichinho não há uma administração, para que ela seja usada turisticamente. Não fica aberta constantemente, então não há horários para visitações.

Museu do Automóvel 
O museu do Automóvel que possui 50 carros da década de 30, 40, 50 e 60, nacionais e importados sendo que 15 estão em processo de restauração. Apenas 35 são expostos no galpão. Alguns veículos são raros como o Renault Fregate (1953). Apresentam também automóveis clássicos como o Simca Chambord, DKW Vemag e o Renault Dauphine. Apesar de o museu ter um acervo interessante não há placas explicativas nos objetos contando a historia e a época pertencem.





A iniciativa da construção do museu partiu do colecionador Rodrigo Cerqueira Mouro. Ele reuniu, desde 1976, carros antigos que gostava de restaurar em sua oficina, localizada em seu sitio próxima a Bichinho.

O Museu do Automóvel esta localizado em uma área rural, no caminho da Estrada Real. A estrada esta sendo pavimentada com pedras e encontra-se em bom estado de conservação. Pode-se chegar ao museu através de uma Jardineira do ano 1935 que também faz passeios noturnos em Tiradentes, outro veículo utilizado é o carro próprio. Há estacionamento e uma loja de artesanato que funciona como recepção.


Manifestações culturais
Rituais de religiões e filosofias diversas
A única manifestação religiosa da cidade é a folia de reis, que é festejada no dia 20 de Janeiro. Esta data homenageia São Sebastião, que segundo a tradição católica, foi um mártir no período do Império Romano. Neste ritual as pessoas vão a diversas casas, a qualquer hora do dia, cantando músicas folclóricas para pedir contribuições em dinheiro e quando recebem, cantam uma música de agradecimento. O dinheiro arrecadado é revestido para algum benefício à comunidade. Os instrumentos utilizados na festa são: a sanfona, o violão, o pandeiro e o triângulo. Os participantes não usam roupas típicas de Folia de Reis, usam roupas do dia-a-dia.

Realizações técnicas-científicas
Não existe uma manifestação técnica – científica no distrito.

Eventos
Eventos culturais
Bichinho apresenta eventos tradicionais, como a festa de Nossa Senhora da Penha de França, Festa Junina, Semana Santa e Carnaval. Todas elas são organizadas pela comunidade e trazem benefícios para a população, pois, todo o dinheiro adquirido com as festas é aplicado em Bichinho. Porém não atraem um número significativo de turistas, pois os eventos da cidade acontecem ao mesmo tempo em que outros eventos tradicionais de renome na região.

No distrito também há dificuldade de realizar outros tipos de eventos. Houve uma tentativa por parte de alguns membros da comunidade, em organizar um evento ligado ao artesanato, mas, não tiveram êxito, pela falta de pessoas qualificadas para realizar o evento de forma adequada ao ambiente rural. 

Eventos Cívicos
                   Não existem comemorações cívicas em Bichinho. O distrito é lembrado no município, onde comemoram seu aniversário com uma festa.


Estabelecimentos de compras

O município de Prados possui uma produções artesanais relevante. São criados esculturas de animais em madeira e peças decorativas feitas com material reciclado. No entanto o distrito de Vitoriano Veloso é o que mais impulsionou esta forma de turismo cultural e ao mesmo tempo comercial. 


A proximidade de Tiradentes tem influenciado o artesanato de Bichinho, seja pelo seu entorno com lojas, e pelo preço do artesanato que esta ficando cada vez mais caros.



Há comerciantes vindos de outras partes de Minas e de outros estados, atraídos pela demanda que o artesanato típico de bichinho proporciona. Algumas destas lojas vendem artesanatos que não são fabricados em Bichinho.


Percebe-se que não há um controle do fluxo de empresários que chegam ao distrito. Os comerciantes alugam casas, um cômodo nos finais de semana, vendem seus produtos e depois vão embora.


O Interior de uma das lojas de artesanato. Os estabelecimento tem decoração rustica que condiz com o ambientes rural. Todos os objetos estão distribuído de forma a oferecer uma decoração agradável ao cliente. A maioria não vende somente um tipo de peça, mas vários objetos. deste moveis, quadros, lustres e lembrancinhas. 



Muitos dos lojistas descobrem a fachada das lojas para mostrar o estilo construtivo. É comum ver lojas com tijolos de adobe amostra.

INFRA ESTRUTURA DE APOIO AO TURISMO 

Oficinia Mecânica 
O distrito não tem uma oficina mecânica. A maioria dos turistas que visitam Bichinho vão de carro próprio. Uma oficina mecânica seria fundamental em caso de algum imprevisto na viagem. 

Outra deficiência do distrito é a falta de banco, a agência mais próxima esta em Tiradentes, que é o banco do Brasil e em Prados o Banco Bradesco. O distrito acaba ficando dependente destas cidades.


Serviços de comunicação
Em Bichinho são utilizadas as redes nacionais de TV e rádio. Não tem acesso a rede de internet. Porém há circulação de um mapa informativo para os turistas que ali chegam, contendo os principais locais históricos de Bichinho, e a localização dos pequenos estabelecimentos comerciais, que pagam pela tiragem do mapa. Todos os estabelecimentos e lojas de artesanato possuem cartões de visitas.

O distrito conta com serviço da agencia dos correio. 





Serviços de segurança
O distrito de Bichinho não apresenta nenhum Posto Policial, nem do corpo de bombeiros. Quem faz a segurança do distrito é o Posto Policial de Prados, que envia uma viatura para fazer a ronda uma vez por semana. Esta é insuficiente para atender a população e o turista nos dias de maior fluxo da cidade, que lota o distrito nos feriados nacionais e os finais de semana. 

No entanto há um projeto da Prefeitura de Prados, onde em breve será instalado um posto policial em Bichinho.

Serviços de saúde
            
O único serviço de saúde oferecido, e um posto de atendimento médico de funciona de segunda a sexta feira das 8h às 18h de forma precária, pois, não há sala de curativos e nem médico de plantão todos os dias da semana, o que dificultaria o atendimento no caso de uma emergência com algum turista ou morador.

O atendimento médico mais próximo é em Prados de onde são enviados os médicos que atendem no posto, o que também não é satisfatório, pois os casos mais graves são enviados para São João Del Rey, onde tem estrutura de CTI.

Também não há nenhuma farmácia para atender as necessidades da população e dos turistas. Apenas é possível encontrar medicamentos que não precisa de receita, no supermercado 

A prefeitura tem um projeto de implantar uma farmácia, que de acordo com um morador, já esta sendo providenciada e deve começar a funcionar até julho de 2008.

Sistema de educação
Não há nenhum curso técnico e superior, mas tem uma escola municipal que funciona nos turnos da manhã e da tarde, para o ensino fundamental. As crianças em idade de ensino médio precisa se deslocar até o município para estudar e o ensino superior é feito no município de São João Del Rei.


Padaria e supermercado
No distrito há uma pequena padaria que atende a comunidade, com pouca estrutura física, possui um balcão para o atendimento aos clientes e é oferecido pães e biscoitos artesanais. Há apenas um supermercado que também vende alguns remédios básicos.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS TURÍSTICOS 


Serviços e equipamentos de alimentos e bebidas 

Restaurantes

Existem restaurantes, de pequeno porte, que precisam de mais estratégias para atrair os clientes. No entanto o restaurante tempero da Ângela destaca-se como um estabelecimento de sucesso, atraindo turista que busca provar da boa comida mineira. Nele os visitantes fazem até fila de espera por uma mesa onde, podem permanecer durante o tempo que quiserem, pagando apenas R$12,00 pela refeição, que é servida self-service.

O restaurante se caracteriza pela simplicidade na decoração do local e na maneira de servir. Os clientes se servem direto no fogão de lenha. As verduras são colhidas na horta e há uma variedade de doces. 

O estabelecimento, principalmente na cozinha e banheiro, é bem higienizado aos funcionários são oferecidos cursos do SEBRAE.

No restaurante Tempero da Ângela, não há estrutura para receber deficientes físicos e todos os dias são servidos o mesmo tipo de alimentos sem variação de cardápio.


O atendimento é feito pelos próprios donos que trabalham em família. Dando ao local um clima intimo próprio do povo do interior. 

Bares
São em número de três, todos de pequeno porte que servem bebidas. São mais frequentados pelos moradores do distrito.

Lanchonetes
Há duas lanchonetes que servem sanduíches, bebidas e caldos. É frequentados tanto por moradores quanto por turistas. As lanchonetes não funcionam durante o dia. Elas recebem seus clientes no período de 19h00 até ás 23h00 da noite.

Sorveteria
Existe uma Sorveteria que também vende doces e serve sanduíches. Tem acomodações com mesas e cadeiras, banheiros feminino e masculino.


Terminal de passageiros e sistema de transporte
O distrito não tem rodoviária apenas pontos de parada que se estende avenida Samuel Possa, rua principal. 

O transporte é feito por meio de uma lotação, que é usada mais usada pela população do que pelos turistas. Não existe serviço de táxi dentro do distrito. Os táxi que ali chegam vêm em sua maioria dos municípios vizinhos. 


Os turistas chegam de carro próprio ao distrito. Alguns alugam o serviços charreteiros do distrito de Tiradentes, ou vem por meio de uma Jardineira que recolhe turista em Tiradentes. 


Equipamentos / estabelecimentos de diversões

Não há nenhum tipo de estabelecimento de diversão, mas existe um projeto do proprietário, da Pousada Cipó Arte, para construir um pesque-pague e uma área de camping com capacidade para 40 pessoas, contendo estacionamento e com restaurante terceirizado.


Espaço para eventos
Não existe um local próprio para a realização de grandes eventos. A população utiliza a Praça Nossa Senhora da Penha, em frente à Igreja para realizar as festas religiosas. Porém, não é um espaço adequado, pois, além de ser pequeno, o terreno é inclinado, prejudicando a montagem de equipamentos de som e barraquinhas. 

Há duas quadras de futebol para o lazer da comunidade. Geralmente, elas são utilizadas pelas crianças e pelo time de futebol de Bichinhos.

Meios de hospedagem
Em Bichinhos as Pousadas têm poucos equipamentos e serviços. A maioria não tem as instalações que geralmente encontra-se em outras pousadas como área social, instalações para deficiente físico, piscina, DVD e acesso a internet, porém a maioria tem em sua estrutura sala de TV e estacionamento.

Por se tratarem de pousadas, de pequeno porte, não há necessidade de funcionários com funções específicas, os poucos funcionários fazem os serviços gerais, sem um treinamento adequado que os qualifique a prestar um melhor atendimento ao turista.

Três pousadas possuem lojas de artesanato: a Pousada Cantagalo, a Pousada Ponto e Nó e a Pousada Cipó Arte. 

A pousada Cipó Arte, busca reproduzir a casa de abobe. Esta foi construída e decorada pelo proprietário do empreendimento.
Pousada Cipo Arte 
Cozinha da pousada


Local de descanso e leitura

O distrito não possui hotel fazenda, mesmo sendo uma região onde este tipo de estabelecimento seria apropriado.

Centro de informações turística
Há um grande fluxo de turista nos feriados, porém o distrito não tem um centro de informações turísticas. As informações são passadas pelos moradores e comerciantes que não receberam treinamento para esta função. 

A divulgação da infra-estrutura de apoio como restaurantes e bares e de equipamentos turístico são realizadas através de amigos e empresários de outra cidade favorecendo alguns grupos. Um centro de informações seria necessário para evitar favoritismo buscando o beneficio de todos.

Análise dos resultados da pesquisa da demanda turística
A maior faixa etária dos visitantes de Bichinho são pessoas de 26 a 55 anos, com rendas mensais de 8 até mais de 11 salários mínimos. O público freqüentador do distrito é considerado de classe A e B.

O lazer mostrou maior motivação para visita ao distrito, seguida pelo artesanato do lugar. As pessoas vão ao local em busca de qualidade de vida em um ambiente que favoreça suas relações interpessoais. A maioria dos visitantes de Bichinho viaja acompanhada de familiares, seguidos de parentes e amigos. Não foram encontradas crianças nos grupos.

Os visitantes se hospedam no município de Tiradentes, permanecendo apenas 1 dia em Bichinho.  No entanto, não sentem falta de um receptivo turístico, achando desnecessários guias e condutores de turismo, considerando boas as informações turísticas recebidas pelos moradores.  A comunidade de Bichinho deseja que haja um aumento no fluxo de turistas do distrito.

Análise da entrevista com a comunidade
Através da entrevista percebe-se que comunidade de Bichinho participa da atividade turística intensamente, pois, a atividade tem trazido grandes benefícios a população com a venda do artesanato, o entendimento que o visitante prefere ver  a preservação da arquitetura de adobe, típica do local, isto gera mais empregos nas construções. Estes fatores fazem com que a comunidade deseje o crescimento do turismo, mas eles desconhecem o fato de que o crescimento também pode ocasionar impactos negativos.

A população esta ciente que é necessário melhorar a infra-estrutura física para receber o turista, porém no distrito não há uma associação organizada que atue defendendo os direitos dos artesãos da comunidade de forma geral. Com a vinda dos turistas para Bichinho, a comunidade percebeu que, o que motiva os visitantes que procuram o distrito é exatamente o que não encontravam nas suas cidades, como a grande oferta de artesanato seja para comprá-lo ou para buscar inspiração nos objetos criados no local. Também há pessoas que vêem pela culinária e o costume de ficarem horas em torno da mesa do restaurante conversando com um grupo de amigos.

O grupo observou que a entrada do distrito na parte de Tiradentes, esta se tornando um lado nobre em Bichinho, com algumas construções de casas novas, com estilo dos casarões antigos do município de Tiradentes ou de construções de adobe com portas e janelas de madeiras, geralmente, madeiras de demolição antigas, dando uma imagem de casas antigas. Isto faz com que o distrito fique com um estilo definido e não tenha misturas de estilos, conservando o estilo mais tradicional antigo de Bichinho. Porém, o centro da cidade, na rua principal onde funciona o comércio do artesanato, ainda tem características do tempo em que não existia o turismo no distrito e as pessoas estavam optando em fazer casas modernas.

Análise do ambiente externo

O distrito é cortado em sua extensão pela Estrada Real (Rua São Bento) que vai de Tiradentes a Prados. De Tiradentes à Bichinho nota-se que a estrada é mais conservada é possui calçamento de pedra ao contrario da estrada de Bichinho a Prados, que tem estrada de terra. O distrito esta dividido pela margem direta do Córrego do Bichinho, que deságua no Rio da Morte, onde se encontram as áreas residenciais e as comerciais e a margem esquerda pertencente à unidade de conservação da Serra São José. 


Trecho da Estrada Real
As casas próximas a oficina de Agosto, que esta localizada na estrada Real entre Tiradentes e a entrada de Bichinho, são maiores, geralmente de dois andares e são bem mais trabalhadas do que as do centro. A arquitetura caracteriza-se pelo retorno as casas típicas de minas que são as casas de Adobe e do estilo colonial.

Conclusões gerais do diagnóstico

O distrito apresenta potencial turístico, porque possui uma rica capacidade de produzir artesanatos manuais, como enxovais, trabalhos com materiais de construção reciclados produzindo móveis e adornos domésticos, que dão origem a objetos como mesas e armários, com uma técnica de fabricação criativa usando madeira e ferro. Percebe-se também um grande potencial culinário devido à fama do Restaurante da Ângela e da tradição de fabricar doces caseiros.

Nas moradias são feitos ateliês, onde se comercializam os artesanatos. Não há necessidade de ter pousadas muito sofisticadas, porque, o publico de Bichinho busca a simplicidade.

Bichinho necessita de uma melhor infra-estrutura de apoio ao turista como: Telefonia móvel, serviços de saúde, policiamento, atividades de lazer para os jovens, caixas eletrônicos, internet, sinalização turística interna, e infra-estrutura de acesso nas estradas que ligam os municípios vizinhos até chegar ao distrito, transporte coletivo para moradores com horários bem ajustados a população.

A atual administração publica começou a desenvolver ações para melhorar o calçamento de Bichinho a Tiradentes, como a instalação de rede de esgoto e futuras telefonias celulares, instalação de posto policial, posto de correios, centro de informações turísticas, primeiramente em Prados e depois em Bichinhos, para divulgar o município de Prados.

Não há uma organização oficial dos artesãos para obter uma política de preços, mas há uma ética neste sentido, para não prejudicar o parceiro comercial.
O município de Prados precisa ser mais atuante dentro do distrito, fortalecendo seus laços com Bichinho de forma mais presente.         

O acesso até o distrito pode ser melhorado para atrair o turista de lazer e aventura que ainda não é explorado no local, isto pode ser alcançado com ônibus em terminais rodoviários, com horários mais flexíveis.

Precisa contratar profissionais para fazer o planejamento turístico do município e do distrito, e junto como a prefeitura de Prados, estabelecerem diretrizes para melhorar a atividade turística, e também necessita de um profissional de mecânica permanente em Bichinho para atender a população.

Nota-se que em Bichinhos há um fluxo de turistas nos feriados e finais de semana, para o aproveitamento desta demanda é necessário trabalhar os equipamentos e serviços turísticos, explorando mais os atrativos naturais da região. Através da realização de eventos específicos para atrair turistas ecológicos.

As igrejas deveriam abrir freqüentemente para receber visitantes, porém, deve haver um controle na visitação e observar a conservação do acervo da igreja.

O museu do automóvel poderia ter um espaço para exposição com placas explicativas em cada automóvel, identificando o tipo, época e a historia daquele automóvel. Explorar mais o interior dos carros com demonstrações de suas peças.
  
Criar um espaço para eventos ou utilizar as quadras de futebol para festa da comunidade, equipando-a para atender as necessidades da comunidade.

Algumas propostas deveram ser trabalhadas em Longo prazo, pois estas só podem ser realizadas em etapas.

O distrito deve ser envolvido em atividades de conscientização e de educação ambiental com o apoio da APA- São José como um local de prática de ecoturismo e passeios. Envolvendo as pousadas do local, através da política de incentivo e treinamento de guias e condutores para a APA. Deveria fazer parcerias entre o IEF para que a Serra São José seja explorada turisticamente por Bichinho, incentivado e gerando profissionais aptos no local, para operar equipamentos de esporte radicais e orientar os turistas.

Centro do visitante na sede da Apa em Prados. Este ambiente é usado para educação ambiental, através de exposições permanentes.  







Teatro usado para palestra onde geralmente as crianças do município e instruída sobre educação ambiental 


Auditório com aparelho áudio visual