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quarta-feira, 27 de maio de 2026
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
SAMBAQUIS
Sambaquis: testemunhos milenares da história dos povos antigos no Brasil
Os sambaquis são grandes montes formados por conchas, ossos de peixes e outros restos de alimentos, construídos por nativos pré-colombianos ao longo de milhares de anos. O termo "sambaqui" vem do tupi e significa "amontoado de conchas". Essas estruturas monumentais, localizadas principalmente no litoral brasileiro, desempenharam diversas funções ao longo do tempo e são verdadeiros marcos arqueológicos, fundamentais para o estudo das antigas civilizações que habitaram o território nacional.
Origem e funções dos sambaquis
Os primeiros sambaquis surgiram como depósitos de restos de alimentos e conchas descartadas, mas sua função foi se modificando com o passar dos séculos. Em um primeiro momento, serviam como depósitos para resíduos e, posteriormente, como espaços habitacionais para grandes comunidades. Alguns sambaquis chegaram a se transformar em verdadeiros cemitérios, com milhares de corpos enterrados em seu interior, funcionando como câmaras funerárias.
Além de sua função social, os sambaquis eram fontes de calcário, sendo amplamente utilizados na construção de habitações e outras edificações, especialmente no período colonial. No século 16, os colonizadores europeus começaram a moer as conchas para produzir cal, empregando o material na construção de engenhos de açúcar e edifícios importantes, como o primeiro Palácio do Governador, em Salvador.
Riquezas arqueológicas encontradas nos sambaquis
As escavações arqueológicas nos sambaquis revelaram um rico acervo de objetos utilizados pelos povos que os construíram. Entre os artefatos encontrados, destacam-se anzóis, flechas, arpões, machados, facas e quebra-cocos, que fornecem pistas sobre o modo de vida dessas comunidades. Também foram encontrados vestígios humanos e animais, indicando que esses montes abrigavam grandes populações ao longo de milênios.
Os sambaquis também ajudam a compreender as mudanças culturais e alimentares ocorridas no Brasil antigo. Estudos indicam que os povos responsáveis por sua construção eram distintos dos tupi-guarani, que chegaram ao litoral brasileiro por volta do ano 1000. A diferença de hábitos culturais entre esses grupos demonstra a diversidade das sociedades pré-colombianas que habitaram a região.
Distribuição e importância dos sambaquis no Brasil
Embora os sambaquis sejam mais comuns no litoral, especialmente nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, também foram encontrados em áreas do interior, como no baixo Amazonas e no Xingu. Em Santa Catarina, estão localizados os maiores sambaquis do Brasil e do mundo, alguns com até 30 metros de altura e centenas de metros de extensão. As cidades de Laguna e Jaguaruna, por exemplo, abrigam 42 sambaquis catalogados, que oferecem um panorama impressionante da vida dos povos antigos.
No estado de São Paulo, destacam-se os sambaquis de Cananéia, São Vicente e Iguape, que também revelam a complexidade dessas estruturas. Acredita-se que alguns sambaquis tenham sido construídos há mais de 6 mil anos, o que os torna contemporâneos a algumas das civilizações mais antigas do mundo.
Legado e preservação
Os sambaquis são uma janela para o passado e permitem entender melhor os hábitos, as culturas e os movimentos migratórios dos primeiros povos brasileiros. Hoje, esses sítios arqueológicos são estudados e preservados em museus especializados, como o Museu do Homem de Sambaqui, em Florianópolis, que se dedica a proteger e divulgar essa herança histórica.
Curiosamente, sambaquis não são exclusivos do Brasil. Estruturas semelhantes também existem em outros continentes, como África, América e Europa, demonstrando que a prática de acumular conchas e restos de alimentos era comum entre diferentes civilizações antigas.
Preservar os sambaquis é essencial para garantir que a história dos primeiros habitantes do Brasil continue sendo estudada e compreendida por futuras gerações. Esses monumentos naturais e arqueológicos são um lembrete poderoso das origens culturais do país e da riqueza de suas civilizações ancestrais.
A Formação dos Sambaquis
1. O Cotidiano dos Povos Sambaquieiros
Na primeira etapa, vemos os povos pré-históricos vivendo próximos ao litoral ou a rios. Eles pescavam, coletavam moluscos e outros alimentos, e utilizavam recursos naturais para sua sobrevivência. Os restos de conchas, ossos de peixes e utensílios quebrados eram descartados em um mesmo local.
2. O Início da Formação do Sambaqui
Com o passar do tempo, o acúmulo de materiais foi formando pequenos montes. Camadas de conchas, restos de animais e outros objetos descartados começaram a se sobrepor, criando a base do sambaqui. Essas estruturas não eram apenas depósitos de lixo, mas também tinham funções simbólicas e rituais.
3. O Sambaqui Desenvolvido
Na etapa final, o sambaqui se tornou uma grande elevação, coberta por vegetação em suas camadas superiores. Os arqueólogos investigam essas formações e encontram vestígios importantes da vida dos povos antigos, como ferramentas, ossos humanos e restos de cerâmica, revelando aspectos culturais e sociais dessa civilização pré-histórica.
sábado, 4 de janeiro de 2025
TRATADO DOS ANJOS
O tratado dos anjos de Santo Tomás de Aquino está presente principalmente na Suma Teológica, especialmente na Prima Pars (Primeira Parte), questões 50 a 64. Esse tratado é uma das mais detalhadas explorações teológicas sobre a natureza, o estado e as operações dos anjos. Abaixo estão alguns dos principais temas abordados:
1. A Natureza dos Anjos
Seres espirituais e imateriais: Os anjos são substâncias completamente espirituais, sem qualquer composição material. Isso os distingue dos seres humanos, que possuem alma e corpo.
Inteligência superior: Por serem seres espirituais, sua inteligência é mais elevada e pura do que a dos humanos. Eles conhecem diretamente as verdades, sem necessidade de raciocínio discursivo.
Imortalidade: Por não terem corpo, os anjos são incorruptíveis e, portanto, imortais.
2. Criação dos Anjos
Santo Tomás ensina que os anjos foram criados diretamente por Deus no início da criação. Eles não existem desde toda a eternidade, pois somente Deus é eterno.
Foram criados bons, mas com liberdade de escolha, o que levou à queda de alguns.
3. A Hierarquia dos Anjos
Com base nas Escrituras e na tradição, Santo Tomás descreve uma hierarquia angélica, composta de nove coros organizados em três tríades:
Primeira tríade: Serafins, Querubins, Tronos (ligados diretamente à contemplação de Deus).
Segunda tríade: Dominações, Virtudes, Potestades (responsáveis pelo governo do universo).
Terceira tríade: Principados, Arcanjos, Anjos (mais próximos da humanidade).
Essa hierarquia reflete a ordem perfeita da criação divina.
4. O Conhecimento dos Anjos
Os anjos possuem conhecimento infuso, isto é, dado diretamente por Deus no momento de sua criação. Eles não aprendem ou raciocinam como os humanos.
Seu conhecimento abrange tanto as coisas divinas quanto as terrenas, mas é limitado: eles não podem conhecer diretamente os segredos do coração humano ou o futuro, exceto se Deus lhes revelar.
5. A Vontade dos Anjos
Os anjos possuem livre-arbítrio, mas suas escolhas são definitivas. Quando escolheram servir a Deus ou se rebelar, essa escolha foi irrevogável.
O pecado de Lúcifer e dos anjos caídos foi a soberba, uma recusa em submeter-se a Deus.
6. A Função dos Anjos Bons
Os anjos bons servem como mensageiros e instrumentos de Deus. Eles protegem os humanos, intercedem por eles e ajudam na realização do plano divino.
Cada pessoa tem um anjo da guarda, que a acompanha e auxilia em sua jornada terrena.
7. Os Anjos Caídos
Os anjos que se rebelaram contra Deus tornaram-se demônios. Eles foram condenados ao inferno e trabalham contra o plano divino, tentando afastar os humanos de Deus.
8. Relação com o Tempo e o Espaço
Como seres imateriais, os anjos não estão sujeitos ao tempo e ao espaço da mesma forma que os humanos. No entanto, eles podem agir em locais específicos, mas sua presença não é física.
Importância do Tratado
O tratado dos anjos de Santo Tomás é essencial porque esclarece questões filosóficas e teológicas sobre a natureza da realidade espiritual e a ordem divina. Além disso, ele reflete a harmonia e a perfeição da criação, onde os anjos desempenham papéis fundamentais. Esse estudo ajudou a formar a base da doutrina cristã sobre os anjos e continua sendo uma referência importante na teologia.
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
EXPOSIÇÃO DE ARTE SACRA
Exposição de Arte Sacra
Hoje, ao passar pela Praça do Centenário, algo chamou minha atenção: uma casa antiga, bem ali na praça, estava aberta e recebia visitantes. A curiosidade me fez parar e entrar. Lá dentro, para minha surpresa, estava acontecendo uma Exposição de Arte Sacra do Período Barroco.
Ao cruzar a porta, fui imediatamente envolvido por um ambiente que exalava história e devoção. Havia utensílios litúrgicos minuciosamente trabalhados, imagens e pinturas que pareciam ganhar vida, coroas de imagens reluzentes e objetos da Semana Santa que traziam à memória ritos tão profundos de fé.
O ponto alto, porém, foi a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, a padroeira, imponente e serena, irradiando uma presença que parecia preencher todo o espaço. Fiquei ali por um tempo, contemplando, como se aquele encontro tivesse sido preparado especialmente para mim. Foi um momento de descoberta e paz, escondido no coração daquela casa tão cheia de histórias.
A imagem mostra uma escultura religiosa em madeira policromada, típica do período Barroco, com traços que destacam o dinamismo e a expressividade característicos dessa época. A figura masculina, com barba longa e cabelos brancos, é representada em uma pose dramática e envolvente, típica do estilo barroco, que buscava transmitir emoção e intensidade. Ele veste uma túnica ricamente ornamentada nas cores dourada e vermelha, cores frequentemente associadas à grandiosidade e à sacralidade no Barroco. Na mão direita, segura um cajado curvado, elemento que reforça o simbolismo de liderança espiritual ou pastoreio.
A base da escultura, com formato hexagonal e acabamento que imita mármore, reflete a atenção aos detalhes e o uso de materiais e texturas que conferem luxo e requinte às peças desse período.
São Bento
domingo, 5 de novembro de 2023
quarta-feira, 22 de abril de 2020
HISTÓRIA DA COMUNIDADE NEGRA DOS ARTUROS - Contagem
Um dia o seu pai faleceu. Artur quis presta-lhe as ultimas homenagens. Pediu permissão ao seu patrão. Insistiu quando este o proibiu de vê-lo, mas tudo o que conseguiu, foi levar um golpe no rosto com um instrumento de madeira. Isso foi o estopim, ele não suportou mais a vida de privação na fazenda. Fugiu, passando por diversos lugares. Trabalhou arduamente com a esperança de conseguir uma vida melhor. A fé e o esforço de Artur renderam-lhe fruto. Ele acumulou recursos e pode retornar a terra que herdou do pai. Viveu no local tranquilamente. Cuidado dos filhos adotivos e legítimos que tivera com sua esposa Carmelinda Maria da Silva.
segunda-feira, 13 de abril de 2020
ZEZÉ LEONE – A curiosa história de uma Locomotiva.
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| https://anytamarques.blogspot.com/2020/04/locomotiva-zeze-leone.htm |
Zezé Leone é uma locomotiva a vapor, pertencente ao modelo Pacific (4-6-2) construída pela American Locomotive Company (Alco) em 1922, declara o jornal Trem de Ferro da ABPF-RJ. Só pelo fato de ser um veiculo antigo já chama a atenção, pois agrega um valor histórico, que proporcionaria a compreender a evolução do transporte ferroviário e a expor a mecânica adotada naquela época. Entretanto outros aspectos curiosos estão envolvidos nesta historia.
Pintura de Ana Paula Marques Soares. Link: https://anytamarques.blogspot.com/2020/04/locomotiva-zeze-leone.html





















