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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

HISTÓRIA DO CARNAVAL E O CARNAVAL EM ITABIRITO

Ciclo carnavalesco



Carnaval ou entrudo é um festejo que antecede a quarta feira de cinza. São três dias de comemoração que pode acontecer em clube, no formato de bailes, ou na rua, ora com desfile de blocos, ora com trios elétricos. 

A terça-feira de carnaval é conhecida como “Terça-feira gorda” ou "Mardi Gras", como dizem os franceses. É o ultimo dia de festejo, pois na Quarta Feira inicia a Quaresma. 



A palavra Carnaval surgiu do latim “carnelevamen” que foi modificado para o "carne vale". Essa significa"adeus à carne", pois segundo a regra crista no carnaval as pessoas estavam liberadas para consumir carne, enquanto que na quaresma deveriam fazer abstinência deste alimento.



Originalmente era um festejo pagão em homenagem ao deus Baco ou Dionísio, destinada a celebrar à fertilidade e ao vinho nos conhecidos bacanais da Grécia e da Roma antiga. A tradição se espalhou pela Europa adquirindo características próprias. 



O cristianismo incorporou esta tradição dando um novo significado. Desde o século XI passou a ser uma celebração que precede a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ocorre exatamente 40 dias antes da Páscoa.



Carnaval no Brasil



O carnaval foi introduzido no Brasil pelos Portugueses. Essa trazia influencia dos entrudos (latim “introitu”, entrada) cuja a principal característica era causar a desordem, a bagunça e o barulho. Era normal, durante as brincadeiras, molhar, sujar e até mesmo bater nos participantes com seringa de água, baldes etc. As gargalhadas eram o auge das reações de sustos.



No Brasil a festa foi ganhando característica das diferentes etnias do povo brasileiro e assim ganhou um sentido próprio. A tradição europeia foi incorporando elementos da raça negra como o batuque, baianas, samba etc



O carnaval passou a fazer parte da identidade do país pelo qual somos reconhecidos no exterior. Algumas cidades se destacam mundialmente. Dentre as quais o Rio de Janeiro com os seus desfiles das escolas de samba; Salvador com trios elétricos; Recife, com o bloco "O Galo da Madrugada"; Olinda, com seus bonecos gigantes.
 

Os Bailes de Mascaras no Brasil 


Bailes de Máscaras, também chamados de Bailes à Fantasia ou Bals Masqués foi introduzido no Brasil no inicio do século XIX. Surgiu para confrontar com o entrudo que era um conjunto de brincadeiras. 

Os bailes foram influenciados pelo carnaval de Veneza. Já que no século XV, na cidade italiana havia bailes de máscaras e desfiles luxuosos de fantasias. No Brasil o evento era frequentado somente pela burguesia e se destacava pela elegância e a sofisticação.


O Carnaval em minha cidade Itabirito 

Na época em que Itabirito ainda se chamava de Itabira do Campo, era costume a brincadeira de se jogar água um no outro. Essa prática caracterizava a festa do entrudo. Mas quem instituiu o Carnaval de rua foi o caricaturista Dr. Raul Pederneiras, que era engenheiro da Central do Brasil. Conta que para quebrar a monotonia, ele reuniu a molecada. Em seguida criou um estandarte e, junto à Zê Cabecinha liderando a frente, transitou pelas ruas da cidade no maior clima de alegria cantando:

“Oh! Abre alas, que eu quero passar.
Eu sou de Itabira, não posso negar”.

Sua atitude foi também uma resposta às criticas das cariocas, que estavam hospedados na cidade. Daí para frente o Carnaval de Itabirito foi evoluindo acompanhando as coreografias e as músicas populares. 
 
O Carnaval antigo de Itabirito se destacava pela criatividade, alegria contagiante e pela brandura.  Nos domingos e terças feiras, à noite, a população se concentrava para assistir os desfiles dos carros alegóricos.  Esses eram construídos pelos clubes da cidade.  O itabirence fabricava o seu carro na propriedade do Curtume Sans;  A Usina Esperança usava as suas própria dependências; Santa Luzia não tinha um lugar próprio e o União Sport Clube geralmente confeccionava o seu carro no pátio da Fabrica Velha. 

Terminado o desfile, os foliões se dirigiam a sedes sociais.  O espaço ficava lotado e o povo se divertia ao som das bandas, que tocavam música de carnaval.  O festejo durava três dias.

Nas sedes sociais também abriam seus espaços para a Matinê. Esse era uma espécie de Carnaval para crianças e que costumava deixar a sede do União lotada.

Ana Paula Marques Soares

Essa é a fantasia que usei em umas das minhas primeiras Matinês. Fiquei super feliz quando ganhei esse traje de bailarina. Como toda menina gostava das roupas do balé pois este tipo de espetáculos tinha sempre um ar de conto de fada. Durante a infância até cheguei a ter aulas de danças, mas sem muito sucesso. 
 



Essa Foto antiga que mostra uma das alegorias desfilando em Itabirito.  Muitas destas eram feitas pela equipe do Itabirense, que passavam dias e horas dedicando a esse trabalho.  Tudo era feito em total sigilo, para que os adversários, a equipe do união não ficasse sabendo.


Os bonecos são tradições de muitas cidades. Eles animam as festas carnavalesca e parodiam muitos personagens icônicos da cultura e da política. Essa foto antiga de Itabirito representam  os bonecos nomeados de Coronel e Gilda, que pertence ao Clube do União. Ao lado está o criador, no qual desconhecemos o nome.



O Carnaval tem a finalidade de fazer as pessoas esquecerem-se da realidade e entrarem num mundo lúdico e onírico. Por isso a decoração é um grande ingrediente para criar esse clima de festa.  Usar o artifício da temática é ainda melhor,  como nesta foto que mostra o Carnaval de 2004, cujo o tema foi o oriente.

Veja as matérias sobre este caso no no link:


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

SERRA DO CIPÓ

A Serra do Cipó recebe esse nome por causa do rio Cipó, pelo seu formato de cipó. Esta é localizada em Minas Gerias nos municípios de Jaboticatubas, Santa do Riacho, Morro do Pilar, Itambé do Mato Dentro, na região Sul da Cordilheira do Espinhaço. Situa-se no divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Doce. O clima é tropical, quente semi-árido e está inserida no Cerrado. A região proporciona grandes atrativos : cachoeiras gigantescas, piscinas naturais, trilhas e esportes de aventura.




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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

JARDIM JAPONÊS


O Brasil é o país que abriga a maior população de origem japonesa fora do Japão. Por isto alguns dos atrativos turísticos possuem características dessa nação oriental. Eles estão presentes nos monumentos, arquitetura, culinária, eventos e em ruas como no caso do bairro Liberdade.



Um dos elementos mais belos da cultura japonesa é, sem duvida, o seu jardim. Ele distingue pela beleza, harmonia e serenidade. Influenciados na estética dos jardins chineses, esses jardins eram construídos especificamente para promover a meditação e a contemplação.



O jardim japonês é composto de vários elementos que tem o seu significado. 



Água



Presente em cascata, lagos e riachos. Configura o ciclo da vida, do nascimento à morte. Quando há presença de carpas trás sorte, prosperidade e persistência, já que este peixe tem a incrível habilidade de nadar contra a correnteza.


Pedras, cascalho e areia: 



Duas pedras de diferentes dimensões podem simbolizam a resistência e são usadas como representação tanto o homem quanto da mulher. 



Segundo a doutrina xintoísta as pedras grandes representam o kami (divindade), enquanto que o cascalho, em alguns santuário, era utilizado para simbolizar a terras sagradas.



As pedras grandes simulam ilhas, montanhas e colinas. Pedras menores e cascalho são usados para construir caminhos que simbolizam a evolução do homem. Podem ser também usadas para representar lagoas, riachos, cascatas e até mares.



Lanternas

Com a instituição da cerimônia do chá, a lanterna tornou-se um item fundamental na decoração de um jardim japonês. Inicialmente utilizadas para clarear os caminhos e orientar os participantes no decorrer das comemorações noturnas, sua claridade representa luz da sabedoria.

A principal lanterna empregada é o Toro, também intitulada de Yukimi-gata ou Ishidoro. São feitas em pedra e podem ter vários formatos e dimensões.

A lanterna de pedra é dividida em cinco. Cada parte simbolizam os elementos do budismo. A parte inferior que encosta no solo simboliza a terra, a próxima parte significa a água, a parte superior da lanterna, em forma de chapéu representam o ar e o fogo é caracterizado pela luz.
Pontes

Representa a passagem do mortal para o sagrado. Elas podem ser feitas de madeira, bambu, terra ou pedra. Podem possuir formas planas, em ziguezigue, arredondadas ou levemente arqueadas.

São utilizadas para atravessar lagos, para chegar a ilha ou até mesmo zonas decoradas com pedras. 

Plantas

O zelo, a fineza na montagem por esta arte tornou-se uma paixão entre os japoneses. A maneira como cultivam as plantas, modelando-as para construir forma são similar aos costumes de elaborar e cuidar dos bonsais. São comuns no jardim japonês arbustos, maple (acer), carvalho, bambu, cereja, azaleias etc.

Simbologia das plantas para os orientais.

A flor de lótus simboliza a habilidade de enfrentar a escuridão e florescer tão limpa, imaculada e formosa. 

O pinheiro japonês representa a eternidade. 

Cerejeiras (Sakura) e ameixeiras (Ume), representa a transitoriedade e da fragilidade da vida. 


Encontra-se na fundação zoo-botânica. O projeto pertence ao japonês Haruho Ieda e foi construído em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Possui 5000 metros quadrados onde foi instalada, lanterna, pontes e casa de chá. Dentro foi plantado pinheiro oriental, cerejeira, azaleia e bambu. Pode-se ainda aprecia animais típicos como marreco mandarim, tadorna tricolor e o cisne branco.
















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quarta-feira, 25 de maio de 2016

OLIMPÍADAS E PARALIMPÍADAS


Olimpíadas

Os jogos olímpicos surgiram na Grécia por volta do século XIII a.c. Eram considerado uma manifestação religiosa, que tinha o intuito de homenagear Zeus. Por isso sempre que o evento era aberto havia sacrifício de animais e rituais ao pai dos deuses.

Uma das lendas entorno dos jogos conta que as competições foram elaborado por Hercules. Este herói foi encarregado de realizar 12 tarefas impossíveis de serem cumpridas. No quinto ele teve que limpar os currais do rei Augias. Havia 30 anos que não era limpo. Hercules realizou o feito e em comemoração criou uma festividade em homenagem a Zeus na cidade de Olímpia. Assim os jogos ficaram conhecidos como Olimpíadas.

Viajantes de varias localidade deslocavam para assistir ou participar do evento. Ai a importância de tal episódio para a história do turismo (Embora o termo turismo somente foi elaborado anos depois)

Após a invasão romana, os jogos olímpicos desapareceram no mundo antigo e só resurgiu no ano de 1890 pelas mãos do barão Coubertin.


Paralimpíadas

As paralimpíadas são competições voltadas aos deficientes físicos. Nasceu oficialmente no inicio do século XX.

As primeiras competições voltadas aos deficientes surgiram, em um clube, para portadores de deficiência auditiva na Alemanha. Tinha a finalidade de promover integração entre estes.

Com a segunda guerra, muitos soltados voltaram mutilados, por isso veio a necessidade de criar jogos adaptadas a estas pessoas. O responsável por isto foi o médico Ludwig Guttmann que trabalhava com estes pacientes. As competições eram uma forma de reabilitação, que foi ganhando cada vez mais força.

Roma foi a cidade que sediou, pela primeira vez, uma Paralimpíadas. Ocorreu no ano de 1960.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O DIA EM QUE A TOCHA OLÍMPICA CHEGOU À MINHA CIDADE.


A chama olímpica faz parte de uma antiga crença presente na mitologia grega. Ela simboliza  o fogo dos deuses que foi roubado pelo titã Prometeu. O titã distribui-lo a humanidade, dando assim o dom da ciência e as artes.  Como punição pela desobediência, Zeus ordenou que Hefesto o acorrenta-se no cume do monte Cáusaco, onde uma águia destroçaria seu fígado.

A chama na antiguidade era acesa nos altares dos templos mais importante. Dentre os quais o templo de Hera onde recebia as disputas dos jogos.  As sacerdotisas eram as responsáveis por acender a tocha através dos raios solares. O método usado contava com um equipamento formado por um espelho côncavo.  Este convertia a luz num único ponto. O ritual era uma maneira de devolver a Zeus a chama olímpica.

No passado a tradição do revezamento era enviados mensageiros para anunciar a data das competições. Também era proclamada uma trégua que durava até o fim das olimpíadas. Durante este período nenhuma guerra deveria ser feita.  


Para mais informações acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=1LQJkuPpKAI

A tocha olímpica chega a minha cidade.




Foi com muita satisfação e honra que os moradores de Itabirito receberam a tocha olímpica. Ela saiu de Ouro Preto por volta às 11h 20 e chegou ao município às 13h30.

No Jardim São Cristóvão, foi erguido um monumento para marcar este fato histórico.






Um dos principais locais de encontro foi na Praça da Estação, onde milhares de pessoas estavam presentes para a festa.










Um grupo de escoteiros foi posicionado em fila para recepcionar os condutores da tocha.








Motoqueiros desfilaram antes da chegada. 


Policiamento que deu apoio ao evento.




Chegada do comboio da equipe que acompanha o revezamento e os revezadores.













Renê, filho do Itabiritense Telê Santana, foi um dos escolhidos para levar a tocha.


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O evento contou com varias equipe de jornalismo. Nessa imagem uma delas entrevista Renê Santana.


Show de música do evento.






Chegada da tocha na praça da estação.


A tocha do Rio 2016 possui um designer que só é visível quando acesa.  Desligada ela é da cor branca, mas quando o fogo e passado de uma para outra, há uma expansão do material revelando suas cores e relevo.






Momento em que o fogo olimpico é passado para a tocha de Renê Santana.










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