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sexta-feira, 6 de julho de 2012

SISTEMA DE TURISMO - SISTUR

SISTEMAS: Noções Básicas

A abordagem sistêmica surgiu dos esforços para formular uma teoria interdisciplinar que apresenta-se princípios gerais e modelos, úteis para o estudo das varias ciências.

A teoria de sistemas consiste em um conjunto de agregados que compõe um todo complexo, voltado a determinados fins.

Refere a uma teoria totalizante, voltada para o conhecimento das unidades, embora os interesses do todo predominam.

O SISTUR indica que seu progresso acontece em razão de uma série de variáveis, definida por Mário Beni conforme a seguir:

CONJUNTO DAS RELAÇÕES AMBIENTAIS

1. O SUBSISTEMA ECOLÓGICO

a) Tipos de espaços:

Espaço real - consiste a toda superfície do planeta e à biosfera que a rodeia. É real, pois se pode provar sua presença, nos deslocarmos nele e, em muitos casos modificá-lo.


Espaço potencial - são as alternativas de dispor o espaço real a uso diferente do atual. A exitância pertence à idealização dos planejadores, quando, depois do diagnóstico, ao passarem à proposição do plano, estudam as alternativas de uso de um território.


Espaço cultural -consiste na porção da crosta terrestre que, por causa da ação do homem houve uma transformação na sua fisionomia original. É o espaço adaptado.


Espaço natural adaptado são as regiões da crosta terrestre em que prevalece as espécies do reino animal, vegetal e mineral. Também denominado de “espaço rural” para caracterizar a atividade produtiva.


Espaço artificial - entende-se como sendo aquela porção da crosta terrestre em que prevalece todo tipo de elemento construídos pelo homem. Sua manifestação máxima é a cidade, também nomeado “espaço urbano.”


Espaço natural virgem - são aquelas áreas cada vez mais raras do espaço natural, onde não há vestígios da ação do homem.


Espaço vital - Esta especie de espaço não trata-se da terra, mas dos seres vivente, seja eles oriundos da espécies unicelulares, vegetais e animais e ao ambiente, que necessita ser propicio para que possam existir.


Espaço turístico - é o consequência da existência e divisão espacial dos atrativos turísticos. É a matéria-prima do turismo.

b) Conservação ambiental: a preservação dos recursos turísticos naturais requer a adoção das subsequentes normas ecológicas:

Estratégia: é o planejamento dos recursos turísticos naturais tendo como suporte planos, projetos, programas e atividades compatíveis com sua quantidade e qualidade.

Preservação: entende-se a ressalva aqueles recursos que estão em ameaçados de extinção, por meio da proibição de caçar, pescar e de colheita de plantas.

Restauração: refere-se à correção de erros de manejo em ecossistemas alterados: programas de reflorestamento, combate de pragas, regeneração de solos e tratamento de água.

Maximização: é o proveito total de um recurso, sem que haja desperdício e maximizando sua quantidade e qualidade.

Reutilização: refere-se ao aproveitamento dos recursos quantas vezes seja necessário.

Substituição: é o uso de outros recursos em troca daqueles em risco de extinção.

Uso integral: satisfação de diferentes necessidades através de apenas recurso, isto é, o uso diverso.

c) Medidas para conservação ambiental

Para que se possa assegurar a proteção dos recursos são necessários aplicar os seguintes instrumentos, que são a  educação ambiental, capacitação profissional, estudo de impacto ambiental, estudo de capacidade de carga, plano de manejo e controle ambiental

2. SUBSISTEMA ECONÔMICO

Entendendo como atividade econômica, o turismo engloba um encadeamento de serviços que são apresentado ao viajante.

O agregado de serviços verdadeiramente disponível no mercado e que compõe a cadeia de sua produção, distribuição, consumo e valor.

a)     A economia do turismo analisa:

  • Os meios de uso dos recursos.
  • A disposição e o giro de renda provida pela atividade
  • O sentido do comportamento econômico dos viajantes ( a deliberação de viajar, o deslocamento, os meios de hospedagem, a concretização dos objetivos da viagem, a permanência e os gastos).
  • O desempenho dos agentes, empresas, e agentes públicos que atual no local que destina e recebe turistas. 

b) Considerações sobre a economia do turismo
  • A conjuntura econômica é condicionante infindável do seu desenvolvimento, tanto na ordem micro, quanto na macro.
  • O turismo é uma constante atividade produtora de renda, que se acha sujeita a todas as leis econômicas que operam em outros ramos e setores industriais ou de produção.
  • Causa indiretamente elevada repercussões econômicas nas demais atividades produtivas por meio do efeito multiplicador.
  • Os efeitos econômicos ocasionado são importantes para o padrão de vida da população.
  • O turismo promove o desenvolvimento intersetorial, devido o efeito multiplicador, do investimento e dos fortes crescimentos da demanda.

b)     Alguns aspectos econômicos inerentes ao setor:

  • Rentabilidade dos investimentos como fator acelerante da habilidade empreendedora.
  • A exclusividade da mão-de-obra ofertada, como estimuladora do nível social de emprego.
  • Disponibilidade de recursos na esfera do sistema financeiro para financiar a demanda dos serviços (novos equipamentos).

d) o turismo é um fenômeno que se manifesta ao lado da demanda

Consumo privado: corresponde aos gastos por parte dos turistas na aquisição de bens e serviços do Sistur:
Inclui gastos com alojamento hoteleiro, locação de imóveis nas férias, gastos com recreação, alimentação, casas noturnas, transporte coletivo, locação de veículos e outros.
Consumo público: corresponde aos dispêndios do governo no Sistur que compreendem publicidade institucional do setor, gastos de custeio dos órgãos oficiais públicos do turismo, crédito oficial aos programas de formação de mão-de-obra, planejamento e execução de políticas estratégicas e outros.
Exportação: o turismo em seu aspecto econômico é objeto de comércio internacional.
  • A verdadeira interpretação do balanço de transações com o exterior exige que se distingam as entradas e saídas de divisas.
Importações: consideram-se no Sistur, os gastos dos residentes em viagens no exterior com compras de bens de serviços.

3. SUBSISTEMA SOCIAL

a)     Aspectos atuais da sociedade
  • Globalização
  • Desterritorialização
  • Universalização do sistema financeiro
  • Comunicação virtual
  • Nacionalismos e fundamentalismos
  • Mudanças sociais sem a contrapartida de uma mudança econômica adequada.

b) Desafios do mundo moderno que influenciam sobre as comunidades estáveis receptoras:
Necessidade de crescimento econômico para a criação de maior número possível de empregos e renda.
Mundo em constante e radical processo de imitação e de globalização econômico-cultural.
Nova hierarquia de valores
Sociedade cada vez mais móvel
Mundo dominado pela ciência e pela técnica
Horizonte de interesses humanos já não coincide mais com o horizonte religioso.
Sociedade pluralista
Sociedade democrática - a crítica é uma expressão normal
Sociedade dinâmica (conhecimento e informação)
Sociedade de confronto: jovens X adultos
Sociedade de famílias reduzidas e instáveis
Classes sociais antagônicas
Sociedade consumista - o importante é ter e não ser.
Mundo dividido: países ricos e países pobres e miseráveis

c) mobilidade social
  • A mobilidade humana acarreta novas formas de vida que modificam as linhas conservadoras de comportamento
  • A mobilidade põe em contato muitas pessoas, amplia e enriquece as maneiras de pensar e de atuar, expandindo o acervo cultural.

d) Mobilidade e Turismo:
  • Modernos meios de comunicação e transporte
  • finais de semana (entretenimento, descanso, desfrute e contemplação da natureza, a prática de esportes, a formação cultural)
  • necessidade de novos planejamentos e investimentos em equipamentos e receptivos para o turista de finais de semana.

e) As comunidades Rurais: apresentam três principais modelos sociológicos de desenvolvimento turístico:
  • Desenvolvimento autóctone, vinculado ao capitalismo popular de empreendedores nativos.
  • colonização aristocrática, planejada por grandes capitais sobre vasta superfície.
  • colonização democrática caracterizada pelo fluxo de pequenos investimentos dos cidadãos.

Entende-se por comunidade autóctone: a comunidade estável e arraigada na sua terra, com sua história, cultura, língua, tradições, costumes e valores.

4) SUBSISTEMA CULTURAL

É a parte da superfície da terra que teve sua fisionomia original mudada pela ação do homem. É consequência da intervenção do trabalho físico e mental do homem no espaço natural, ou seja, o espaço cultural.

A cultura: considerada a matéria-prima do turismo, corresponde ao conjunto de crenças, valores, e técnicas para lidar com o meio ambiente, compartilhado entre os contemporâneos e transmitido de geração em geração.

a) Os bens culturais colocados à disposição do consumo turístico:
  • O acervo dos monumentos históricos e o registro dos legados que expressam os valores da sociedade;
  • os museus e as galerias de arte, que reúnem as várias modalidades de expressão artística;
  • as manifestações populares de caráter religioso e profano;
  • o folclore, que retrata, numa reconstituição cênica de ambiência histórica, as etnias formadoras de populações;
  • a cultura popular, que mais efetivamente evidencia o presente de cada área, tornando-se, por vezes, geradora de fluxos turísticos específicos e caracterizadora de regiões dentro de um único país.

b) Meios de animação do turismo cultural
“É o conjunto de ações e técnicas dirigidas a motivar, promover e facilitar a maior e mais ativa participação do turista no desfrute e aproveitamento de seu tempo turístico, em todos os níveis e direções que este implica.”

c) Tipos de culturas:
  • Cultura popular: cultura apreendida e manifestada de pai para filho, de família para família.
  • Cultura erudita: cultura apreendida por uma ideologia.
  • Cultura de massa: cultura apreendida pelos diversos meios de comunicação, atingindo grande número de pessoas.

CONJUNTO DA ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL

1. SUBSISTEMA DA INFRA-ESTRUTURA

a) Saneamento básico
  • Abastecimento de água: tem importância do ponto de vista sanitário, no desenvolvimento de esportes e atividades recreativas, além de melhorar o conforto e a segurança coletiva.
  • Coleta e disposição de esgotos: eliminação dos aspectos ofensivos à saúde e aos sentidos (aspectos estéticos, odores e outros)
Objetivos econômicos:
§        Melhoria da produtividade;
§        Conservação dos recursos naturais;
§        Valorização de terras e propriedades;
§        Implantação e desenvolvimento de indústrias equipamentos turístico-recreativos (hotéis, colônia de férias e empreendimentos habitacionais)
b) Energia elétrica e iluminação pública:
  • Contribui para a segurança dos equipamentos sociais;
  • Do tráfego noturno de veículos e pessoas nos logradouros públicos e pontos de encontro da população.
  • Sua eficiência depende da realização das seguintes operações: geração, transmissão, transformação e distribuição ao consumidor.

c) Limpeza pública: consiste na remoção de resíduos residenciais e da limpeza das áreas públicas (coleta, transporte e disposição final do lixo); permite o funcionamento permanente do sistema de drenagem de águas pluviais e elimina focos de poluição concentrada;.

d) Transporte coletivo: a meta é proporcionar à população urbana e rural condições de deslocamento rápido, seguro, econômico e eficiente, particularmente para os equipamentos sociais e de trabalho.

e) Comunicações: possibilitam às populações residentes e flutuantes de uma localidade a comunicação telefônica rápida com os serviços de assistência médica, de segurança pública, entre outros. Permitem comunicações postais, telefônicas e telegráficas aos setores comerciais, industriais e turismo.

f) Abastecimento: tem como objetivo proporcionar à população a aquisição de gêneros alimentícios frescos e de boa qualidade e a preços convenientes. As operações são através de mercados municipais, feiras livres e abatedouros.

g) Conservação de logradouros públicos: tem por objetivo assegurar as condições permanentes de tráfego de veículos motorizados nas vias públicas das regiões urbana e rural, além de transpor obstáculos como rios, vales e outros.
As operações são:
  • Conservação do leito carroçável das vias públicas, pavimentadas ou não e das estradas municipais, pontes e viadutos;
  • Pavimentação de passeios e construção de sarjetas, passeios e vias pavimentadas;
  • Construção de pontes, viadutos e outras obras.

h) Poluição da água e do ar:
  • Refere-se à poluição de cursos d’água, de represas, de praias e de orlas marítimas, pelo lançamento excessivo de esgotos, em particular de efluentes líquidos industriais que prejudicam a flora e a fauna.
  • Indústrias com resíduos gasosos de cheiro desagradável, poeira, fuligem e outros.

i) Equipamentos municipais e serviços de infra-estrutura turística:
  • Integram o conjunto da infra-estrutura de um núcleo receptor.
  • Depende de uma política de planejamento e programas dirigidos ao desenvolvimento turístico-recreativo.
  • Abrange os serviços de conservação de parques municipais e regionais, reservas naturais e museus, monumentos históricos, etc.

j) Sistema viário de transporte: no planejamento de construção de estradas devem ser avaliados:
  • O tipo de pavimento
  • A largura mínima transitável, respeitando-se as normas de segurança e de sinalização;
  • O número de pistas e suas respectivas obras de arte nelas existentes;

k) Estradas turísticas: a estrada turística é uma malha construída especificamente para o turismo. É utilizada exclusivamente por quem queira passear e “dirigir por prazer”.

l) A organização territorial: o planejamento territorial é instrumento poderoso e indispensável para maximizar os resultados das medidas tomadas para o desenvolvimento econômico, social e cultural de um município. O diagnóstico da organização territorial deve analisar a distribuição dos usos residencial, industrial e comercial do solo urbano e dos locais de recreação. Este procedimento tem como objetivo promover e propiciar funções de ordenamento do espaço; da circulação e implantação da infra-estrutura e dos equipamentos urbanos, de modo a maximizar a produção das atividades econômicas e o bem-estar da população.

2) SUBSISTEMA DA SUPERESTRUTURA

Refere-se à complexa organização pública (Política Nacional do Turismo - Plano Nacional de Turismo) e privada (Produção e venda de diferentes serviços do SISTUR). Envolve o estudo racional da problemática do crescimento turístico

a) Deve-se entender por política de turismo: o conjunto de diretrizes básicas que expressam os caminhos para atingir os objetivos globais para o Turismo no país. Deverá nortear-se por três grandes condicionamentos: o cultural, o social e o econômico.

b) O projeto de uma Política de Turismo deve incluir:
  • Defesa e preservação do patrimônio cultural
  • Defesa do patrimônio natural
  • Combate aos vários tipos de poluição
  • Defesa da paisagem, do ar, das águas, dos espaços livres, da vegetação.
  • Conservação da memória histórica e cultural do país.
  • Sua formulação deverá estar ancorada nos valores nacionais, nos traços culturais.

c) Função específica dos órgãos institucionais públicos de turismo:
  • Determinação de prioridades
  • Criação de normas
  • Administração dos recursos
  • Dará as diretrizes e proverá as facilidades.

d) O turismo na estrutura administrativa pública: hierarquia:
  • Ministério do Turismo
  • EMBRATUR
  • Secretarias de Estado,
  • Secretarias Municipais
  • Diretorias de Turismo Departamentos, divisões, setores, etc.

e) O turismo pode ser empregado para fins diversos:
  • Alcance de objetivos no campo econômico
  • Geração de empregos, redistribuição de renda, descanso, lazer (no campo social)
  • Ampliação do conhecimento da população sobre fatos históricos e culturais (no campo cultural)
  • Integração nacional, projeção da imagem do Brasil no país e no exterior, etc (no campo político)

f) Formas de entidades oficiais
  • Centralizada - criado pelo estado dentro de sua própria estrutura administrativa, pode ocupar diferentes posições e hierarquias.
  • Descentralizada - criado pelo estado através de lei e goza de autonomia técnica e administrativa.

g) O estado no processo do planejamento turístico
  • 1ª etapa - Política (traçada para atender aos requisitos do seu crescimento)
  •   etapa - Programas constantes do planejamento particularizado.

h) As políticas de Estado são voltadas para:
  • os benefícios da população;
  • a garantia da melhoria do balanço de pagamentos,
  • a criação de empregos,
  • a redução da sazonalidade e
  • o incentivo à proteção ambiental.

i) Os clusters turísticos: é a forma de maior sucesso, na atualidade da articulação (integração e interação), de um modelo de gestão de um pólo turístico, suas modalidades de promoção, comercialização, desenvolvimento e cooperação entre os agentes econômicos, culturais, políticos e sociais de um local ou região.

CONJUNTO DAS AÇÕES OPRACIONAIS

Para se planejar o turismo no município é necessário o conhecimento preciso da OFERTA e da DEMANDA.

1. SUBSISTEMA DA OFERTA

a) Oferta original: pode ser concebida como o conjunto dos recursos naturais e culturais que, em sua essência, constituem a matéria-prima da atividade turística.

b) oferta agregada: à matéria-prima agregam-se os serviços produzidos para dar consistência ao seu consumo, os quais compõem os elementos que integram a oferta no seu sentido amplo, numa estrutura de mercado.

  • A atração de um turista para um local será determinada pela qualidade e combinação dos atrativos, superestrutura e infra-estrutura presentes no destino.
  • O papel do planejamento e do gerenciamento, no todo do produto turístico na destinação, são cruciais para que os mercados-alvo sejam atraídos e para que se tenha uma experiência satisfatória.
  • A destinação é alvo dos impactos econômicos, socioculturais e ambientais da atividade turística não-planejada ou mal gerenciada.

2. SUBSISTEMA DA DEMANDA

a) As definições dependem da área:
  • Para a área econômica, demanda significa a relação da quantidade de qualquer produto ou serviço que as pessoas queiram e possam comprar por cada preço específico, em um conjunto de preços possíveis, durante um dado período de tempo.
  • Para os psicólogos, diferentemente, vêem a demanda do ponto de vista da motivação comportamental. O psicólogo busca analisar o turista e examinar a interação entre personalidade, ambiente e demanda turística.

b) Os tipos de demanda
  • A demanda real ou efetiva - é o número real de participantes do turismo ou aqueles que estão viajando (os turistas de fato). Este é o componente mais fácil e comumente medido.
  • A demanda reprimida é formada por aquela parcela da população que não viaja por alguma razão.
  • A categoria sem-demanda - é aqueles que não desejam viajar ou não têm as condições para tal.

c) A demanda turística varia com uma série de fatores:
  • preço do produto;
  • preço dos produtos concorrentes;
  • preço dos produtos complementares;
  • renda do consumidor;
  • nível de investimento em divulgação;
  • modismo;
  • variações climáticas;
  • catástrofes naturais e artificiais;
  • disponibilidade de tempo livre.

d) O perfil dos visitantes e suas motivações estão ligados:
  • à percepção, apreciação e satisfação aos atrativos pelos visitantes;
  • às necessidades e o processo de decisão associados ao consumo;
  • ao impacto dos diversos efeitos das várias táticas promocionais;
  • à percepção do risco em aquisições turísticas;
  • aos diferentes segmentos de mercado;

e) pesquisa de demanda turística:
  • de onde são?
  • quem são?
  • o que compram?
  • como chegam?
  • tempo de permanência?
  • como planejam suas viagens?
  • onde se hospedam?

f) pesquisa de demanda local (habitantes):
  • O perfil dos moradores;
  • hábitos e costumes locais;
  • valores sócio-culturais;
  • percepção, apreciação e satisfação dos moradores com a atividade turística;

Os serviços turísticos, no momento em que são consumidos, transformam-se em produto turístico. Antes não são outra coisa além de oferta. O produto turístico deve ser distribuído no mercado. Essa distribuição deve ser operacionalizada pelas operadoras e agências de viagens.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O QUE É REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO?

Segundo a Enciclopédia Barsa (1995) a região não se define apenas por um quadro geográfico; necessita possuir uma união satisfatória entre seus habitantes e igualdade de condições que lhes permitam discutir problemas comuns, e características que a distingui das demais regiões. 

A regionalização do turismo foi idealizada pelo Ministério de turismo, com o fim de melhor planejar as ações do turismo, possibilitando uma cooperação e parceria dos segmentos organizados da sociedade, como as instâncias governamentais, empresários, trabalhadores, instituições educacionais, o turista e a própria comunidade. 

Conforme o Ministério do Turismo (2007):

"Regionalizar é converter a ação centralizada, que existe na unidade municipal, numa política mobilizadora capaz de realizar mudanças, tornando o planejamento sistemático e orientando o processo de crescimento local e regional, estadual e nacional de modo articulado e compartilhado".
 
As ações de forma conjunta, têm o objetivo de diversificar a oferta turística, qualificar o produto e ampliar o mercado de trabalho, estruturando os destinos turísticos, aumentando a competitividade do produto turístico no mercado internacional, ampliando o consumo deste produto também no mercado nacional, e por fim fazendo com que o turista seja seduzido a permanecer no local por mais tempo e tenha com um gasto médio no local ou na região onde estará. 

A regionalização do turismo tem como vantagem para o município participante, a divisão dos serviços turísticos buscando alternativas para atingir o desenvolvimento auto-sustentável, pois  municípios próximos podem suprir a carência de infra-estrutura de seus vizinhos , fortalecendo a região como um todo, e permitindo compartilhar os atrativos, favorecendo a permanência dos turistas. 

Em Minas Gerais a idéia da regionalização atraiu interesses dos empresários e do poder público. Foram desenvolvidos três modelos de regionalização: Os Circuitos Turísticos, A Estrada Real e o mais recente, a Associação das Cidades Históricas. 

Circuito Turístico 
Circuito é um agrupamento de município de uma região próxima com semelhanças culturais, sociais e econômicas que reúnem na organização e crescimento da atividade turística regional desde que seja sustentável, através da comunhão continua dos municípios definindo uma atividade regional.  As cidades que compõem os circuitos apresentam identidades semelhantes, dentro da história de Minas.  

Veja a relação dos Circuitos no site: 
http://www.descubraminas.com.br/Turismo/Circuito.aspx

Estrada Real
 
São caminhos que tinham  uma importância oficial, pois era propriedade da Coroa metropolitana. Durante o século XVII os bandeirantes traçaram a Estrada, que antes era uma trilha marcada por índios. Por quase três séculos a Estrada Real, era o principal roteiro para transportar o ouro, diamantes e muitas idéias revolucionárias. Existem  ainda hoje, trilhas calçadas por escravos, bem como monumentos, pontes, cidades, distritos, ruínas, e povoados que preservam um rico patrimônio cultural e natural.  No século XVIII, e também parte do século XIX, quando a  mineração ,já tinha se acabado, os caminhos se tornaram livres e empobrecidos.  

Com o objetivo de organizar, fomentar e gerenciar a oferta Estrada Real foi criado o Instituto Estrada Real – IER. Sociedade civil sem fins lucrativos. O programa é de vital importância para ajudar no desenvolvimento econômico e social sustentável, diminuir as desigualdades regionais, gerar empregos e renda, preservar o patrimônio histórico, cultural, artístico e ecológico dos municípios onde são implantados.  

Marco da Estada Real
A Estrada é conhecida pelo seu potencial no incentivo ao turismo cultural, religioso, histórico, gastronômico, rural, ecoturismo e ao turismo de aventura que acontece no seu entorno, e sua contribuição na implantação ou ampliação de atividades empresariais e melhoria da qualidade de vida dos agentes nos municípios em que atua.


Estrada Real trecho em Acuruí (Itabirito)



Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais
Modificação feita por Anita Marques
É um órgão consultivo e deliberativo criado em Maio de 2003, com o objetivo de planejar as atividades turísticas e executar os projetos propostos e formatar produtos turísticos, favorecendo o crescimento financeiro e garantindo a sustentabilidade dos recursos turísticos.
Para isso a associação criou um cardápio de recursos, equipamentos e serviços turísticos  facilitando a criação de roteiros integrados. Vários meios de divulgação foram utilizados para  mostrar os produtos turísticos como folder, cartilha de roteiros, propaganda na televisão e um site www.cidadeshistoricasdeminas.com.br que é fonte de divulgação das cidades filiadas. Contendo a historia, hospedagem, atrativos, cardápio de roteiros,  atividades esportivas e culturais dos municípios participantes.

As cidades foram divididas em 4 regiões. A região das artes contem vocação para as artes como orquestras, coral, congada, seresta e apresenta conjuntos arquitetônicos de valor artísticos, contendo marcas do barroco mineiro. 
  • A região das manifestações, apresentam elementos da identidade mineira dentre os quais as composições do século XVIII, o artesanato, e a Maria fumaça.
  • A região das Riquezas é uma localidade com fortes traços de riquezas naturais e pela riqueza do solo com a concentração de minerais, contem serras, matas e cachoeiras com destaques no cenário nacional. 
  • A região das Historia tem origem privilegiada em plena Serra do Espinhaço, neste local aflora atividades culturais e tem representantes conhecido nacionalmente como Juscelino Kubitschek nascido em Diamantina.
  • A região das Tradições apresenta conhecimentos populares transmitidos de geração a geração, cultura especifica marcada pela criatividade do povo.
Assim a associação das cidades históricas tem a finalidade de promover produtos turísticos específicos e preparados para receber turistas de todos os lugares.